O que é o Storytelling e como é que tudo isto funciona?

Antes de mais, talvez não seja mal pensado fazer uma simplificação de "tudo isto", para que não se pense que estamos aqui a falar e a discorrer sobre conceitos abstratos e inatingíveis. Não. Nada disso.
Estamos a falar de histórias e de como é que podemos melhorar a nossa capacidade inata de as contarmos a terceiros. E é precisamente sobre como funciona o Storytelling e sobre como funcionam as histórias que vamos falar hoje.

Storytelling é, ou melhor, mais não é do que a atividade de escrever ou contar histórias, independentemente do recurso técnico que escolhemos para contar essas mesmas histórias. É tão simples quanto isto.

Trata-se portanto de um processo comunicativo bi-unívoco que depende e muito das excelentes capacidades de comunicação de quem pretende passar uma determinada ideia com uma mensagem muito clara, ou contar uma história pessoal, relacionável, com o objectivo claro e bem identificado de influenciar e conseguir gerar empatia nas pessoas que estão a ouvir, a ler, ou a ver a história que está a ser contada.
Esse é o grande objectivo de um storyteller.

Mas para que isso aconteça é preciso perceber como funcionam as histórias, na sua génese e como é que as pessoas reagem às mesmas e as absorvem.

“We tell ourselves stories in order to live”

Joan Didion

O uso estratégico das técnicas de Storytelling - ou de técnicas que tornem a missão de contar uma história muito mais fácil - são uma forma extremamente eficaz – quando essas mesmas técnicas são usadas da forma correcta – de solidificar ideias e, sobretudo, de conseguir o apoio de um determinado grupo de pessoas relativamente à ideia ou conceito que estamos a querer comunicar.

Tudo isto é comunicação

Artigo sobre storytelling no blog da digitalfc

Este subtítulo tem tanto de óbvio como de inquestionável.

Tudo aquilo que fazemos no que às histórias diz respeito é uma derivação natural e consequente de um qualquer aspecto específico do processo de comunicação entre os seres humanos.

Por isso, quando falamos de Storytelling, de narrativas, de personagens, de conflitos, de obstáculos e de como é que as personagens ultrapassam esses mesmos obstáculos, estamos a falar de... comunicação.

Porquê? Porque a comunicação – seja ela de que natureza for – é a base de tudo o que fazemos, dizemos, pensamos e transmitimos.

Contar histórias aparece neste plano como sendo algo tão relacionável e tão aparentemente simples, que acaba por ser frequentemente desvalorizado, exactamente porque acabamos por acreditar que qualquer um de nós é capaz de o fazer e de dominar essa arte, pelo que não é sequer preciso pensar nisso.

“Acabará por sair de forma natural” porque contar histórias, “qualquer um conta”.

Errado.

Erradíssimo.

Nada pode estar mais longe da verdade.

Aliás, já tive oportunidade de explicar isso mesmo aqui (artigo escrever não é para todos), que contar histórias, escrever, criar conteúdos e a matemática não são para qualquer pessoa. Não podem ser. Não podem mesmo.

Porque dá muito trabalho e é preciso saber fazê-lo bem.

Enquanto empresa, é importante que percebamos que temos de comunicar de forma diferente. Com um tom muito próprio.

Claro que vamos comunicar para pessoas. Mesmo que o negócio seja virado para o B2B, a comunicação (sempre ela) tem de ser pensada e direcionada para as pessoas, porque são elas o alvo dessas mesmas acções de comunicação.

As pessoas, sempre elas e sempre para elas

Artigo sobre storytelling no blog da digitalfc

“A man's character may be learned from the adjectives which he habitually uses in conversation.”

Mark Twain

Comunicamos e vamos continuar a comunicar com pessoas – ou pelo menos queremos acreditar que vai continuar a ser assim, mesmo que saibamos de antemão que, por exemplo, estamos a criar conteúdos para serem vistos e analisados pelos robôs da Google, por exemplo, que vão determinar se o conteúdo é melhor ou pior, em função de uma multiplicidade de critérios e de factores que acabam por se revelar decisivos para o número de pessoas que vê ou não esses conteúdos.

Por isso é que é tão importante contar histórias com gente dentro (título de uma rúbrica que a SIC tinha, há uns anos, na sua grelha de informação).

Se contarmos uma história da melhor forma, da forma mais convincente e empática possível, conseguimos ajudar as pessoas a visualizar a transformação que estamos a propor-lhes e a fazer com que elas se sintam confortáveis com a ideia de futuro que lhes estamos a mostrar.

Esta capacidade de fazer com que as pessoas vejam verdadeiramente o que lhes estamos a tentar mostrar é o que faz de um Storyteller uma pessoa extremamente poderosa. Isso e a capacidade de resiliência e de aceitar um “não” e continuar pelo mesmo caminho, sem desarmar.

Alinhar a história com os objectivos da empresa

Uma história com uma narrativa bem delineada e estrategicamente alinhada com os objectivos do seu negócio tem a particularidade de conseguir facilmente apontar um caminho a seguir, ao invés de mostrar um caminho a evitar.

Através das histórias é possível partilhar conhecimentos, apresentar e descrever as “dores” dos clientes, tornando-as parte da nossa própria existência e, mais do que qualquer outra coisa, tornando essas mesmas dores num objectivo a curto/médio prazo para a própria empresa – encontrar a solução que permita resolver esse mesmo problema.

Contudo, é fundamental que não nos esqueçamos de introduzir na história o elemento que cria a ligação directa com os valores da nossa empresa.

Por estas razões é assim mais fácil perceber que, a nível corporativo, o storytelling e a capacidade de contar boas histórias são uma ferramenta que se pode revelar verdadeiramente decisiva e diferenciadora, quando nas mãos de um profissional de comunicação, exactamente porque este vai conseguir construir uma relação de confiança com a audiência que tem à frente.

Porquê? Porque este coloca sempre a sua audiência em primeiro lugar.  

Para além disso, esta abordagem vai ainda conseguir fazer com que as pessoas acabem tão alinhadas com a história e com a pessoa que a conta, que acabam por sentir elas mesmas uma vontade indomável de contar histórias alinhadas com a história que o contador de histórias lhes está a contar.

E, em última análise, acaba quase que por “forçar” as pessoas a ouvir tudinho até ao fim.

Por isso, de um modo geral, aquilo que há a fazer é pensar na narrativa que vai suportar a história.

A mesma tem de ter:

- Um herói (ou heroína, naturalmente) ou protagonista;

- Conflitos e obstáculos;

- Uma visão particular sobre o mundo que não se altera mesmo perante as dificuldades encontradas;

- Desafios, resoluções e persistência nas personagens, capazes de inspirar o público a seguir esse mesmo caminho.

A história tem como missão amplificar tudo isto e tornar este mesmo “tudo isto” numa coisa simpática, relacionável, empática e que marque de forma indelével todos os que a ouvem.

Diferentes andamentos dentro da mesma história

Artigo sobre storytelling no blog da digitalfc

Uma fórmula de sucesso para contar uma história passa, invariavelmente, por mostrar os problemas que o protagonista vai encontrando ao longo da acção, bem como os caminhos que acabam por ser seguidos na procura da solução/resolução desses mesmos problemas, até alcançar o que procura (que regra geral acontece muito perto do final da história).

Outro dos caminhos que podemos seguir na história é o dos finais alternativos.

Ou seja, mostrar às pessoas o que é que poderia ter acontecido se não tivéssemos feito a escolha que fizemos.

Uma boa história – e, sobretudo, uma história bem contada - tem a particularidade de alternar entre os momentos de tensão (sempre relacionados com algum tipo de problema) e os momentos de libertação (onde há um notório alívio da tensão inicial).

Agora, uma coisa é certa, se queremos agarrar quase que de imediato a audiência que temos diante de nós, seja ela qual for, seja qual for o formato em que nos está a ver, temos de falar sobre os problemas deles. Temos de contar a história de alguém que vive com esses problemas e de como é que essa pessoa faz para os ultrapassar.

Há também outra técnica muito produtiva e que produz sempre resultados certos, que é o princípio de falarmos sobre quem melhor conhecemos, o que quer dizer que podemos sempre contar histórias nossas, pessoais, onde mostramos (mostrar em vez de contar) ao público o caminho que percorremos e as adversidades que fomos encontrando ao longo do nosso próprio percurso.

Como falam as empresas

O mundo habituou-se a uma comunicação cinzenta, sem graça, sem emoção e demasiadamente formal por parte das empresas. Mas isto não tem de ser assim. Não faz sequer sentido que continue a ser assim, quando o objectivo das empresas é estar cada vez mais próximos do seu público e do público que querem alcançar.

Tendo o mundo empresarial entrado já numa era de reformulação da comunicação corporativa, vamos assistindo com cada vez mais frequência a formas diferentes e completamente novas de comunicar.

Um exemplo disso mesmo é este anúncio da Gillette.

O storytelling corporativo deve apostar na rapidez e na força do que é dito. Não pode ser uma “coisa” muito detalhada. Tem de ser claro, simples e directo.

Uma das tendências actuais passa por dar voz aos consumidores, aos clientes.
São eles o centro das histórias. São eles os heróis/protagonistas, tendo substituído as histórias dos produtos ou serviços da empresa.

Conclusão

O Storytelling só funciona quando a história tem valor e acrescenta algum tipo de valor, relevância, informação valiosa à vida de quem está a ler, a ouvir ou a ver a história. E para tudo isto funcionar é preciso que a comunicação seja o mais limpa, clara, objectiva e directa possível.
É na comunicação que assenta o sucesso das relações humanas.

Quem conta histórias tem um papel fundamental que passa por contribuir activamente para a construção de uma ponte figurativa que permita aproximar as partes envolvidas no processo: o contador da história (ou a empresa que este representa) e o público.

Para que tudo isto resulte, é preciso pensar nas pessoas. Sempre nelas.
Porque é para elas que vamos escrever, é para elas que vamos falar, é com elas que queremos comunicar. É a cada uma delas que queremos convencer que seguir a nosso lado é o melhor caminho possível.

Não esquecer que é fundamental alinhar a história que vamos contar com aquilo que são os valores e os objectivos da empresa. Para além de que, dentro da história, é fundamental que se alternem os andamentos, os ritmos, a velocidade e a intensidade da própria história.

Por último, perceba como é que a sua empresa pode comunicar para fugir ao tradicional tom formal, cinzento e sem graça que a maioria das empresas utiliza nas suas acções de comunicação.

Se quiser aprender mais sobre esta área incrível e cada vez mais obrigatória, inscreva-se já no meu curso de storytelling e marketing de conteúdo para redes sociais.

O que achou do artigo?

Deixe os seus comentários ou sugestões aqui mesmo.

Até breve.

Fontes:

http://bit.ly/2UjpyZX

http://bit.ly/2NKIiz8

Como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

Carmine Gallo, autor do livro “The Storyteller’s Secret”, diz no mesmo que a capacidade/habilidade de "embrulharmos" as nossas ideias com emoção, contexto e relevância será, de longe, a skill mais valorizada durante a próxima década. Isto diz muito sobre o futuro da comunicação e mostra bem qual será o papel do Storytelling na melhoria dos processos comunicativos, em especial, no mundo dos negócios que tanta necessidade tem de conseguir comunicar cada vez melhor aquilo que fazem.

Se pensarmos que mais de metade das empresas portuguesas ainda não têm sequer um site, podemos perceber que melhorar a comunicação e introduzir as histórias na estratégia global de comunicação vai mesmo ser uma das tendências dos próximos anos. Crescer.
Aumentar a presença digital de forma pensada e significativa.
Comunicar com o público de uma forma cada vez mais próxima e eficaz. Contar as histórias daquilo que fazem e do que podem fazer. Comunicar. Mostrar. Aproximar. Converter.

Parece simples, mas ainda vai levar algum tempo até que muitas destas empresas percebam o quanto podem ganhar com esta aproximação ao público que só os meios digitais permitem.

E já sabemos que é isto que as pessoas querem em 2019.
Proximidade. Relevância. Relação. Significado. Retorno.

Para além disso, Carmine Gallo considera que o Storytelling é a arte de transformar uma ideia numa narrativa que inspire, ilumine e cative quem a está a ouvir. E isto, isto é a parte mágica desta forma incrivelmente poderosa, capaz de mudar o mundo.

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

Posto isto, a pergunta que hoje levanto é - o que é que une, afinal, os grandes contadores de histórias da actualidade?

Qual a característica comum a todos eles, para além de se terem tornado extremamente ricos?

A resposta não é óbvia, mas todos eles têm em comum o facto de terem passado por bastantes dificuldades para chegarem onde hoje estão. 

Para além disso, a forma como ultrapassaram essas dificuldades acabou por se tornar num exemplo que usam repetidamente para conseguir estabelecer uma ligação emocional directa com quem os vê, ouve e lê.

É o que os torna humanos. Exemplos reais de que a forma como olhamos para o mundo e como nos posicionamos no mesmo é determinante para aquilo que vamos conseguir ou não alcançar ao longo da vida.

No percurso dos grandes empresários do planeta, que acabaram por se transformar em líderes seguidos e admirados por milhões de pessoas, está uma invulgar capacidade de partilhar ideias, visões, histórias, de uma forma que se torna praticamente impossível não parar para ouvir.

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

E porquê? Porque todos eles, quase sem excepção, têm percursos recheados de altos e baixos, de dificuldades, batalhas perdidas, erros cometidos e aprendizagens retiradas desses mesmos erros que fizeram com que o caminho fosse ainda mais bem-sucedido, pela valorização que a experiência e, sobretudo, o fracasso, lhes trouxe.

Nomes como Steve Jobs, Richard Branson, Elon Musk, Sheryl Sandberg, Oprah Winfrey, Michelle Obama, Tony Robbins ou Gary Vaynerchuck têm em comum uma invulgar capacidade de contar histórias, na 1ª pessoa – como elas devem ser contadas – sobre as aventuras e desventuras dos seus percursos de vida e a forma como isso os trouxe até aos sítios incríveis em que hoje se encontram.

“Storytelling is not something we do. Storytelling is who we are.”

Carmine Gallo

Cada vez mais se está a chegar à rápida e inevitável conclusão de que a capacidade de comunicar ideias de forma simples e extremamente clara, bem como a habilidade para contar histórias envolventes, cativantes, relacionáveis e inesquecíveis são factores decisivos para que quem o consiga fazer se destaque da concorrência no mercado global onde a das ideias incríveis.

É, aliás, a arte do Storytelling que se assume como a arma mais poderosa que podemos encontrar na guerra de ideias em que vive o mundo em que por acaso todos nós... vivemos.

“Telling a story is one of the best ways we have of coming up with new ideas, and also of learning about each other and the world”.

Richard Branson

Como o fogo virou o jogo a nosso favor

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

São vários os antropólogos que apontam o fogo como o móbil principal da evolução da espécie humana. Com a chegada e controlo do fogo, passámos a cozinha comida, o que acabou por se tornar num verdadeiro marco civilizacional, uma vez que esse facto, por si só, contribui decisivamente para o aumento do tamanho do nosso cérebro e progressivamente da nossa inteligência, que acaba por nos dar a capacidade para, basicamente, mandarmos nisto tudo.

Por outro lado, fomos capazes, com esta conquista “tão simples”, de aumentar o tamanho dos dias, que passaram a prolongar-se pela noite dentro. Ao mesmo tempo o fogo permitiu que passássemos a ser capazes de afugentar os predadores que chegavam, tradicionalmente, de noite, acabando assim por aumentar significativamente a nossa esperança média de vida e, sobretudo, a poder sobreviver para contar histórias.

Assim sendo, o Homem passou a reunir-se e a juntar-se, ao final de cada dia, à volta da fogueira, onde passou a contar histórias e a partilhar as aventuras e desventuras dos dias.

Era assim que aprendiam. Uns com os outros.
Partilhando experiências, conhecimentos, tácticas de caça, de guerra, de resistência, que iam sendo passadas de uns para os outros.

Basicamente, o Homem foi passando, através das histórias que ia contando, informações relevantes para que os outros homens pudessem manter-se vivos por mais tempo. As histórias serviam, mais do que outra coisa, como táctica de sobrevivência. Depois, quando começámos a querer explorar os territórios, a ir mais longe, a ver o longe mais de perto, trazíamos centenas de histórias do que víamos. E os olhos de cada um moldavam o mundo que os outros construíam nas suas mentes. Recheados das imagens que os "heróis" lhes "mostravam" com as palavras, os gestos, as imitações, as narrativas, as histórias.

Foi sempre assim. Será sempre assim.

Muitos antropólogos sociais acreditam que 80% do tempo dos homens era passado junto à fogueira e a contar histórias.

Assim começou a constatação de que o Storytelling ajudava a ligar e a criar ligações entre grupos de pessoas que não se conheciam entre si.

Transpondo isto para a nossa realidade, há de facto uma característica muito semelhante nas comunicações dos grandes contadores de histórias – conseguem deixar o público perdido de riso, congelado de suspense, ou inspirados e com vontade de viver as suas próprias aventuras.

Sabia que graças às neurociências descobrimos mais sobre Storytelling na última década do quem em toda a existência humana? Pois é.

O Storytelling como base de toda a comunicação

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

É sobre as histórias e a magnífica capacidade que o nosso cérebro tem de se prender às mesmas que assenta o sucesso da comunicação em geral.

E isto tem uma explicação muito lógica e simples: não poucas vezes, o nosso cérebro tem dificuldade em distinguir a ficção da realidade.
Isto produz um efeito prático muito fácil de observar e difícil de contrariar – deixamo-nos contagiar por histórias como se, na verdade, fizéssemos parte das mesmas.

As histórias permitem-nos experimentar a informação em vez de nos limitarmos simplesmente a consumi-la. E isto faz toda a diferença dentro do nosso incrível e inigualável cérebrozinho.

Comunicar uma história da melhor forma, torná-la apelativa, envolvente, emotiva, é meio caminho andado para conseguir convencer e converter um potencial cliente a acreditar nela da mesma forma que nós acreditamos.

As histórias correm-nos no sangue

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

A dúvida que assalta muito boa gente e que os leva a dizer “eu não tenho jeito nenhum para contar histórias...” é facilmente desmontável.

Todos nós somos, naturalmente, contadores de histórias.

Contudo, uma coisa é contar uma história de forma espontânea, outra completamente diferente é juntar informação relevante e contá-la de forma impactante, cativante e envolvente.

Criar narrativas parece um exercício bem mais difícil do que é na verdade.

Mas é para isso que aqui estou, para tentar ajudar a tornar a coisa mais simples. Faça o seguinte, experimente partir uma história em três partes seguindo esta lógica:

1 – O problema -  Quais são as questões/problemas que identifica na sua indústria? Qual é o serviço ou mesmo o produto que faz realmente falta ao negócio, ou, neste caso, à Industria?

2 – A jornada (do herói) – Qual foi o caminho seguido para procurar uma solução para o problema? Como é que o produto ou serviço foi desenvolvido por si ou pela sua empresa?

3 – A solução – Como é que o seu produto ou serviço vão realmente mudar a face da indústria ou resolver o problema encontrado, em primeiro lugar?

Respondendo a estas questões, está a dar passos seguros e firmes rumo a uma narrativa que suporte os factos e que envolva as pessoas no caminho que foi percorrido até se chegar à resposta, à solução. Por isso, talvez não seja má ideia tomar nota dos três pontos que lhe deixei aqui em cima.

O Storytelling nos negócios

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Nos negócios, este processo é relativamente simples de fazer, se mantiver debaixo de olho algumas das premissas fundamentais.

Mantenha a sua história relacionável. "Pois, Martim. Mas como?"

Fazendo com que a mesma seja mundana, terrena, palpável, quase.
E que seja uma história com que as pessoas se identifiquem.

Se a mesma tiver contornos e problemas semelhantes aos que as pessoas, a nível empresarial, conhecem com alguma frequência, melhor. Muito melhor.

Se está a planear contar a sua história a um potencial cliente, então a sua narrativa tem de apontar para algum problema que esse potencial cliente já tenha vivido no exercício das suas funções. Com fornecedores, com contratações, despedimentos, negócios que falharam, negócios inesperados, negócios brilhantes em que a persistência, a resiliência, a capacidade de sofrimento, a dedicação, a superação foram determinantes. Pormenores.

Os grandes empreendedores a nível mundial, têm, no seu currículo, situações de adversidade que contribuíram decisivamente para que eles se tornassem em quem se tornaram. Richard Branson e Warren Buffett, por exemplo, tinham pânico de falar em público, mas acabaram por se tornar incríveis contadores de histórias.
Ultrapassaram o medo em prol de um bem maior e tornaram-se estupidamente ricos por terem conseguido fazer isso mesmo, resolver um ou mais problemas que na altura lhes pareciam inultrapassável.

Quando fazemos isto numa história, quando identificamos um problema e apresentamos um caminho para a resolução do mesmo, as pessoas, mesmo que não queiram, acabam por ser “forçadas” pelo seu próprio cérebro para seguir ao nosso lado e por comparar cada uma das acções que a "nossa" personagem desencadeia, com aquilo que a nossa percepção nos diz ser aquilo que muito provavelmente faríamos no lugar da personagem em questão.

Insista nas emoções

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Quando estamos a tentar pedir a alguém que faça alguma coisa por nós, temos de fazer com que esse alguém se importe. Temos de dar verdadeiro significado à experiência para que isso se torne possível.

As pessoas querem saber apenas o que podem ganhar com as coisas em que se metem, sejam elas um ebook gratuito, ou investir no seu negócio.
Se não lhes dissermos, de forma envolvente e que as entusiasme, o que é que elas podem ganhar por se juntarem a nós, muito dificilmente vamos conseguir que façam o que quer que seja pela nossa humilde e necessitada pessoa.

Regra geral, a nossa oferta nunca é a única do mercado, certo?
Então, para que possamos destacar-nos da concorrência, temos mesmo de fazer despertar emoções quando estamos a contar a nossa história. Não há outra forma. Caso contrário, há sempre um smartphone para onde fugir.

É fundamental que mostremos a quem queremos impactar através do nosso pedaço de Storytelling, o que é que se pode ganhar por embarcar connosco nesta viagem incrível.

As histórias... as verdadeiras histórias vêm do coração. Ponto final.

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É um dado amplamente reconhecido que, nos dias que correm furiosamente pela vida, os melhores comunicadores são aqueles que conseguem criar uma ligação poderosa e pessoal com a audiência que têm pela frente, convidando-os amavelmente – e não lhes dando grandes hipóteses de escolha – a ouvir a história e garantindo que a mesma corresponde às expectativas.

Dominar por completo esta vertente tão importante da comunicação é meio caminho andado para se tornar extremamente competente a praticar um tipo de comunicação eficaz, que convença as pessoas a seguir o caminho que lhes está a apresentar. Que sintam que não há sequer mais hipótese de escolha que não a sua.

Num mundo que está tão recheado e repleto de opções e de ofertas, as histórias são, não poucas vezes, aquilo que determina com quem é que vamos ou não vamos fazer negócio.

Daí ser tão importante que incorporemos na história elementos relacionáveis, problemas, adversidades, obstáculos e o caminho seguido para os resolver, ultrapassar, debelar e, ainda mais importante, qual foi a lição aprendida durante o processo. Qual a mensagem que levam com elas.

Uma história sem conflito, sem adversidades, sem um problema para resolver, é uma história sem a mais pequena ponta de interesse.

Conclusão

Um conselho que tenho dado às pessoas com quem me vou cruzando, é o de começarem a tentar identificar os problemas e as jornadas levadas a cabo para os resolver, nas mais variadas histórias que ouvem, que lêem, que vêem, que vivem.

Começando por aqui, a certeza de que está a seguir o caminho certo vai aumentar progressivamente.

Não se esqueça de fazer o exercício de partir a sua história em 3 partes:

Agora só lhe falta uma coisa. Treinar.
Treine, treine. treine. Treine vezes e vezes sem conta. Em reuniões de equipa, em conversas informais, em casa, sozinha, numa reunião mais formal, num evento. Treine. Conte histórias, conte as suas melhores histórias. Veja o resultado prático do trabalho que está a fazer nas reacções das pessoas. Elas serão sempre o mais imparcial dos "juízes".

Ao trabalho!

Obrigado pelo tempo que me concedeu.

Se quiser aprender mais sobre Storytelling aplicado à criação de conteúdos inscreva-se agora mesmo no meu curso.
Tem alguma dúvida ou questão que gostasse de me colocar sobre este artigo ou sobre o tema em geral? Deixe o seu comentário aqui no artigo.

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Fontes:

http://bit.ly/2Ni3eNOC

http://bit.ly/2GS2Xj5

https://amzn.to/2GCd1Of

Como integrar o Storytelling na sua estratégia de Marketing Digital

Já tive oportunidade de lhe dizer que o Storytelling e a Escrita são duas coisas muito diferentes, mas que se podem, de forma muito natural, complementar entre elas. Até aqui, tudo bem. Mas hoje vou mostrar-lhe algo diferente. Vamos ver como é que pode aplicar algumas técnicas de Storytelling no desenvolvimento da sua estratégia de Marketing Digital.
Parece-lhe bem?

Tenho recebido dezenas de mensagens neste sentido, de gente que percebe o potencial do Storytelling, mas que não sabe como é que há de integrar este recurso tão poderoso na estratégia de Marketing Digital da sua marca. E não é para menos.

Começar é sempre um processo complexo, mas que pode ser facilmente percebido. É esse o propósito deste artigo.

Quando falamos em Storytelling integrado numa estratégia de Marketing Digital, estamos, essencialmente, a falar de marcas a contar histórias de forma apelativa, recorrendo, para o efeito, aos mais variados recursos que temos à nossa disposição: vídeo, textos, imagens, áudios (podcasts), stories nas redes sociais, entrevistas, peças gráficas, enfim... a variedade é tanta que o difícil é mesmo escolher ou eleger um meio preferencial... embora, se tivesse mesmo de escolher, indicaria o vídeo como o meio mais directo e poderoso para conseguir resultados e, mais do que qualquer outra coisa, impacto imediato.

Drama e curiosidade: dois ingredientes com muito sabor

Estes são dois aspectos que não podem ser descurados quando estamos a montar uma estratégia de storytelling digital. Drama e curiosidade.

Drama

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Todos nós, sem qualquer excepção gostamos de drama, de acção dramática, de personagens que têm de enfrentar mundos e fundos para conseguirem chegar onde tanto ambicionam; para conseguirem conquistar a pessoa amada; para encontrarem o emprego de sonho... qualquer coisa.

Esta é a razão principal para gostarmos tanto de novelas – calma, não estou a dizer que gostamos todos de ver novelas, mas o certo é que, mesmo aqueles que não gostam, de forma acérrima e assumida, volta e meia dão por si sentados no sofá, colados ao ecrã da televisão, depois de terem apanhado um episódio a meio, sem conseguir mudar de canal. Porquê? Porque é o drama, o enredo, a complexidade das relações entre as personagens que acaba por prender a nossa atenção.

Quanto mais não seja, queremos apenas perceber se aquela personagem em questão vai ou não vai conseguir ultrapassar os obstáculos com que se está a deparar.

Até porque são esses mesmos obstáculos que transformam a personagem em alguém em quem depositamos a nossa atenção, as nossas esperanças, os nossos medos, as nossas frustrações e os nossos desejos. É o conflito que nos aproxima da personagem, que nos faz sentir empatia, identificação e que nos permite estabelecer uma relação unidirecional com as mesmas.

Curiosidade

Não foi a curiosidade que matou o gato, nada disso.

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

A curiosidade é o que nos faz avançar, é o que nos move, é o que nos inspira, é o que nos impele a procurar mais, a querer saber mais sobre o que nos rodeia, o que nos interessa, o que nos aguça o voraz e insaciável apetite por conhecimento que carregamos dentro de nós.

E essa curiosidade é um ingrediente fundamental das histórias, porque é ela que nos mantém presos e que nos faz querer perceber e adivinhar o que lá vem. O que vai acontecer imediatamente a seguir.

Histórias, negócios e marcas – uma relação (quase) perfeita

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Se lhe pedir para me dizer uma marca global, perita em anúncios que contam histórias, que inspiram, que comovem, que emocionam, que cativam, que marca é que escolhia?

Assim de repente, consigo lembrar-me imediatamente de 3 marcas que fazem isto de uma forma incrível: Coca-cola, Nike e Dove.

Mais do que qualquer outra coisa, estas marcas contam histórias e criam enredos empáticos que nos comovem e nos inspiram. Que nos fazem querer sentir aquilo que aquelas pessoas estão a sentir.

Deixo-vos 3 exemplos (um de cada) de campanhas destas marcas onde a história é o centro de tudo e o produto acaba quase por ser periférico:

1 – Coca-cola

2 – Nike

3 – Dove

Este é, a meu ver, um excelente ponto de partida num anúncio.

Deixar o produto para o fim, até porque, se pensarmos bem na questão, as pessoas já conhecem a marca, já conhecem o conceito, já conhecem os produtos (regra geral).

As histórias como meio de nos ligar a uma comunidade

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

O que as pessoas precisam é de se sentir mais próximas das marcas, sentir que fazem parte daquela família, que a(s) marca(s) pensam e se preocupam com elas.

Repare-se no anúncio da Coca-cola, por exemplo. O que é que salta à vista?

A felicidade.
A felicidade que as pessoas sentem quando são “tocadas” por aquele passo de magia que é o rótulo que transforma uma das garrafas mais conhecidas do planeta numa prenda, num sonho, num sorriso.

E isto, isto é um sinal de grandeza, de inteligência, de sabedoria, de trabalho – sobretudo se tivermos em linha de conta que a Coca-cola não é propriamente o produto mais saudável do planeta.

E se olharmos para o anúncio da Nike, vemos uma realidade completamente assente nos princípios mais puros e perfeitos do Storytelling. Há uma história que nos desafia, que nos provoca, que nos espicaça para sermos mais, fazermos mais, lutarmos mais, tentarmos ir sempre mais longe. Ontem, hoje e amanhã. Sempre.

Já a Dove, com um anúncio de 3 minutos e 40 segundos, conseguiu mais de 10 milhões de visualizações no Youtube, porque conta uma história relacionável, sobre beleza, sobre as mulheres, sobre escolhas. E o resultado final é incrivelmente poderoso.

Porquê? Porque há emoções à mistura. Porque há sentimentos a fervilhar. Porque todas as mulheres e até mesmo os homens que viram aquele anúncio se conseguiram rever no anúncio e transportar a mensagem que o mesmo contém para as suas vidas.

Os conteúdos são importantes, mas a mensagem é tudo

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Aqui reside uma das grandes forças do Storytelling.

A capacidade de fazer com que as pessoas se liguem a nós através das histórias que aquelas pessoas vivem.

Quando o anúncio tem como personagens pessoas de verdade, reais, o sucesso é, previsivelmente, muito maior.

A mensagem que fica, que as pessoas levam com elas no final da história, é o trunfo maior que o storyteller, neste caso, que a marca tem para usar neste jogo de influências, ou de tentativa de influenciar os seguidores/consumidores/clientes.

É essa mesma mensagem que vai permanecer durante dias, semanas, meses ou mesmo anos na cabeça de quem com ela se cruza.
Quanto mais forte e clara for a nossa mensagem, maior é a probabilidade de sermos verdadeiramente relevantes para quem nos vê, lê ou ouve.

Por isso, aposte forte neste capítulo.
Determine à partida qual vai ser a mensagem que vai querer passar. Construa depois o seu conteúdo com base nessa mesma mensagem.

A mensagem é aquilo que as pessoas vão (idealmente) guardar do seu conteúdo.

As imagens podem ser incríveis, o copy também, mas se a mensagem for fraca, pouco restará da sua peça de comunicação na cabeça de quem a vê, lê ou ouve. Por isso, este é um ponto que não pode mesmo descurar.

Sabemos também que nos dias de hoje os textos já não chegam.

As pessoas estão à procura de formatos mais interactivos, mais visuais. Isto significa mais imagens e muito, mas muito mais vídeo.

Por isso mesmo, os seus conteúdos têm de se destacar dos demais por serem mais interactivos e visualmente mais apelativos e cativantes do que os restantes.

“In a sea of a million stories, a great one is going to make you react”

Gary Vaynerchuck

Todos nós temos noção de que vivemos numa era de conteúdos publicados a uma velocidade absolutamente estonteante. Isto tem tanto de bom (saber, por exemplo, que a criatividade do ser humano é inesgotável) como de pernicioso (a dificuldade de fazermos com que alguém veja, leia, ouça alguma coisa do que estamos a criar é cada vez maior.

Por isso, o conselho que lhe deixo é simples: seja relevante.

Crie conteúdos únicos, que reflictam a sua visão relativamente à área em que se centra a sua acção, a sua actividade, o produto da sua criação. Não se preocupe em criar conteúdos diariamente, crie conteúdos quando souber que tem alguma coisa de valor para acrescentar à vida de quem se vai cruzar com os seus conteúdos.

Se tiver sempre isto em mente, a pressão vai diminuir e a qualidade dos seus conteúdos vai aumentar exponencialmente. Acredite, pois é a mais pura das verdades.

Storytelling aplicado à sua estratégia de Marketing Digital

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Integrar tudo o que diz respeito ao Storytelling na sua estratégia de marketing digital, pode parecer um pesadelo, à partida, mas não é.

O mais difícil é mesmo criar uma narrativa, de raiz, do zero, adaptando-a ao produto ou ao serviço que está a querer comunicar.

Depois disto é preciso pensar na forma como vai distribuir os conteúdos, tendo em conta a natureza de cada uma das plataformas digitais por onde quer disseminar o seu conteúdo.

Antes de mais, preocupe-se em definir desde logo um tom de comunicação.
Uma voz, claramente identificável e com a qual o seu público se identifique.

Por exemplo, se você está a comunicar para um público com idades superiores aos 65 anos, ou para altos quadros empresariais, não será boa ideia escolher um tom coloquial e informal para se dirigir a esse público.

Escolha e defina o tom das suas comunicações e adapte essas peças de comunicação à natureza específica das plataformas por onde vai distribuir o seu conteúdo. A isto dá-se o nome de estratégia Transmidia, porque está compreendida/dividida por entre os vários canais em que a sua empresa comunica com regularidade.

Assim, deve começar hoje mesmo a aplicar conceitos de Storytelling à comunicação da sua marca em todos os canais em que está presente. Porquê?

Porque é isso que vai aproximar as pessoas da sua marca. Isso, a regularidade, a consistência e a coerência do que vai partilhar, ao longo do tempo.

Optei por colocar em negrito a palavra tempo, exactamente porque quero que perceba que os resultados vão levar algum tempo a aparecer.
As pessoas precisam de se habituar à estratégia, ao formato, ao tipo de comunicação da sua marca.
Precisam de criar uma relação consigo e com a marca.
E isto, como bem sabemos, leva tempo e em nada difere dos padrões de relações entre as pessoas.

“Being able to create emotion is the most critical part of telling captivating stories”

James Moore

Use a primeira pessoa, faça com que as histórias sejam pessoais. Isto vai ajudar – e muito – a que as pessoas criem relações com a história, com as personagens envolvidas na mesma e, em última análise, consigo e com a sua marca.

O arranque

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Não se esqueça que o arranque é fundamental.

O princípio da história tem de ser capaz de prender de imediato a atenção de quem o está a ler ou a ouvir.

Nunca se esqueça que não tem 2 oportunidades de agarrar o público que está à sua frente, pelo que a aposta tem de ser forte.

Pense no arranque como se fosse um título. São 80 cêntimos do seu euro. Sobretudo se estivermos a falar de formatos como o vídeo ou o podcast. Nos conteúdos escritos, o destaque vai, em primeiro lugar, para o título e depois para os primeiros 2/3 parágrafos.

“The best way to thank your audience for the opportunity to speak to them is to deliver a speech that keeps them engaged, interested and involved” Akash Karia

A força das parábolas

As parábolas são histórias – primas das fábulas – que são contadas com o objectivo claro de convencer quem as ouve a agir da forma que queremos que elas ajam.

O que as caracteriza é o facto de serem curtas – ideias, por exemplo, para serem partilhadas nas redes sociais – e de conterem sempre uma lição associada. Uma moral.

A melhor forma de escolher e usar parábolas nos seus conteúdos, nas suas histórias é, sem qualquer dúvida, olhar para si, para a sua empresa, e identificar de forma clara momentos de dor, de dificuldade, de frustração, de sofrimento, tentando sempre encontrar nas mesmas a aprendizagem que delas acabou por resultar e que mudou, de alguma forma, a sua maneira de ver as coisas e a sua forma de estar na vida.

À medida que se for tornando cada vez mais competente e capaz dentro da arte de contar histórias, vai perceber que quase tudo aquilo que já viveu, ou que a sua empresa/marca já viveram pode facilmente resultar numa parábola.

Aplicando isto à sua estratégia de comunicação, o foco deve ser em mostrar a quem o segue as dores por que a sua empresa já teve de passar. Muitas delas serão transversais e facilmente identificáveis por pessoas que já terão, em algum momento das suas vidas, passado por situações semelhantes.

Conselho: Use e abuse das parábolas. Sem medos. Elas trazem sempre alguma coisa positiva à vida de quem com elas tiver a sorte de se cruzar.

Call to action no final da história

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Assim de repente veio-me de imediato à cabeça a mensagem com que fecham todos os anúncios da Nike: “Just do It”.

Quer melhor forma de fechar um anúncio e deixar uma mensagem forte e que perdura no tempo, do que esta?

Este é um excelente exemplo – tal como o é a Apple – de uma marca que tem uma cultura perfeitamente definida e que passa sempre uma mensagem impactante em que cada peça de comunicação que produz, ou em cada história que conta.

Agora nós. Tudo pronto para começar a contar a sua história?

O storytelling na sua estratégia de Marketing digital_digitalfc

Pode parecer fácil, mas não é tão simples assim.

Se há uma razão que faz do Storytelling um processo complexo de implementar é o facto de, por trás de tudo o que lhe tenho vindo a dizer, estar a necessidade de construir uma narrativa que gire à volta do seu produto, de algum dos seus serviços, ou das pessoas que trabalham consigo, é tudo menos fácil.

Contudo, sabemos que o objectivo é claro e que andamos todos à procura dele: tornar as nossas empresas, os nossos negócios, as nossas paixões muito mais humanas, mais reais, mais relacionáveis.

Espera-nos um aumento expectável de procura pelos nossos produtos e uma audiência mais satisfeita e muito mais identificada com o que fazemos, com o que somos e com aquilo que representamos.

Ou seja, espera-nos um futuro melhor. Com grande dose de certeza.

Deixo-lhe aqui o link para o meu curso de Storytelling e Marketing de Conteúdo para Redes Sociais, que podem contribuir para que esta missão de implementar uma estratégia de Storytelling na sua empresa seja muito mais fácil de implementar do que aquilo que aparenta ser.

Se tiver comentários ou sugestões a fazer ao artigo, por favor deixe-os aqui em baixo na zona dos... comentários. =)

Terei todo o gosto em conversar consigo sobre este assunto.

Até breve.

Martim Mariano

Fontes:
HubSpot; Paulo Faustino, Blog Canva.
Bibliografia: Storytelling, James Moore; TED Talks Storytelling, Akash Karia

https://blog.hubspot.com/marketing/brand-slogans-and-taglines

O que é isto do Digital Storytelling?

Deixe-me dizer-lhe já uma coisa, para que fique tudo em pratos limpos.
Histórias são histórias. E toda a gente tem histórias para contar, seja qual for o meio que escolhe para o fazer.
Neste caso, vamos olhar para o Storytelling que tem por base os formatos digitais.

E por Storytelling entende-se, muito basicamente, o acto de contar ou escrever uma história.

Claro que já ouviu falar de Storytelling

Se tem estado com atenção aos artigos que temos partilhado ultimamente, terá já algum tipo de familiarização com a palavra chave deste artigo.
Não, não é o Storytelling, são as histórias.

Artigo sobre Storytelling Digital no blog Digital FC

Vou então partir do princípio que, se está a ler este texto, tem já algum tipo de conhecimento sobre esta arte.

Sim, porque contar histórias que envolvam, que criem empatia, que levem as pessoas a fazer qualquer coisa e a sentir muitas mais, é uma arte. Das mais puras e ancestrais que o ser humano conhece e tão bem domina.

Por isso, é claro que já ouviu falar de Storytelling.

Vou também assumir – até para me dar algum alento - que tem estado com atenção aos artigos que temos partilhado ultimamente, o que fará de si uma pessoa interessada por esta área.

Voltando então um pouco atrás, vamos então olhar para o Digital Storytelling, ou ao Storytelling digital, que no fundo “mais não é” do que usar a tecnologia e, em particular, o recurso aos computadores, para contar histórias emocionantes e cativantes através dos suportes tecnológicos que hoje existem à nossa disposição, tais como: Realidade Aumentada, Realidade Virtual, Câmaras 360, drones, etc.

Artigo sobre Storytelling Digital no blog Digital FC

E engana-se quem pensa que o Storytelling só serve para roteiristas de cinema, escritores de histórias infantis e jornalistas.

Tal como já lhe disse anteriormente, no entanto, há diferenças significativas entre escrever e contar histórias.

Se contar histórias é uma arte, com a escrita passa-se exatamente o mesmo.

Pode sempre ver o vídeo abaixo para poder ficar rapidamente a conhecer alguns truques e dicas para conseguir contar boas e envolventes histórias ao seu público.

Ou pode encontrar essas dicas também aqui, em texto.

Mas centremo-nos então no Digital Storytelling, do qual lhe vou dar alguns exemplos ao longo do texto, e naquilo que essencialmente o caracteriza.

Em primeiro lugar é preciso dizer que criar histórias digitais pode ser de facto um processo extremamente agradável, criativo e revigorante para quem criou e pensou essa história, isto é, para o storyteller, sendo que o produto final costuma ser uma ferramenta extremamente poderosa e capaz de tocar corações e mentes, podendo o mesmo ser utilizado variadíssimas vezes e numa enorme variedade de formas.

Como começar a criar histórias digitais

“Storytelling is the fundamental building block of communication. In a world where people are bombarded by choices, the story is often the deciding factor in whom we decide to do business with”

Carmine Gallo, The Storyteller’s secret
artigo sobre digital storytelling no blog digitalfc

Para dar arranque a esta aventura deve ter em consideração os pontos que abaixo lhe vou indicar.

Histórias contadas na 1ª pessoa

Histórias desta natureza, isto é, histórias contadas com recurso à tecnologia digital são, regra geral, narrativas contadas na primeira pessoa, na maior parte das vezes contadas directamente pelo próprio narrador, que as viveu.

Costumam ser short stories, com uma duração média a rondar os 5 minutos.

Algumas pessoas costumam desenvolver o guião em modelo de storyboard, combinando imagens e palavras para contar a história que querem contar.

A escolha das imagens

artigo sobre storytelling digital no blog digital fc

Este tem de ser um aspecto fundamental no processo de edição.

As imagens devem ser criteriosamente escolhidas, mas é de igual importância que se tenha ainda em atenção o desenvolvimento do Storyboard, bem como do uso consciente de metáforas e de efeitos artísticos.

Veja, por exemplo, estes trabalhos da Google, que criou uma espécie de cofre de histórias digitais com formatos interactivos e extremamente envolventes e cativantes, do qual destaco esta história que pode ser vista em formato 360 graus.

Todas estas variações técnicas e que tanta qualidade e emoção permitem acrescentar uma propriedade incrível a estas histórias, que é a familiaridade e um sentimento de pertença e de envolvência únicos, na medida em que, ao podermos interagir com ângulos de câmara, com perspectivas, com diferentes projecções da realidade, acabamos por sentir que estamos dentro da história. Que a estamos a viver.
E isso, isso é absolutamente impagável e muito difícil de igualar.

Importa ainda olhar para os pros e contras deste tipo de modelo de histórias.

Os Prós

Artigo sobre Digital Storytelling no blog Digitalfc

- O autor tem o controlo total da história e isto pode ser bastante gratificante como lhe confere algum poder.

- O ângulo da história pode igualmente ter por base algumas das circunstâncias e episódios da vida do autor. Como já tivemos oportunidade de ver anteriormente, estas são de resto as histórias que devemos procurar contar. As histórias que realmente conhecemos e pelas quais nutrimos sentimentos diversos e dispersos. Porquê? Porque são aquelas que mais nos marcaram emocionalmente as que vão conseguir marcar terceiros.

- São histórias breves, facilmente consumíveis no smartphone, por exemplo.

- São, regra geral, histórias autênticas e com impacto emocional.

Os Contras

artigo sobre digital storytelling no blog digital fc

- Podem levar muito tempo a criar, embora, quando a história e o seu controlo estão totalmente do lado do criador, os recursos humanos que são necessários para a produção da história são muito menores.

- Mesmo podendo ser feitas com poucos recursos humanos, importa lembrar que, por exemplo, uma história com 3 minutos, pode precisar de cerca de 30 fotografias, se estivermos a falar de vídeo, podem ser necessários o mesmo número de planos, com duração mínima de 4 segundos cada plano... isto é muito bonito, mas leva o seu tempo a produzir e arranjar, bem como depois a editar as imagens, a sonorizar e a juntar-lhe a música... bom, tudo isto leva tempo. Leva mesmo.

- É preciso acesso a equipamentos diversos, tais como: câmara, microfones, tripé, computador para editar, headphones, banco de imagens, grafismos, motion graphics, software de edição, etc...

- Por último e tendo em conta aquilo que é hoje o alcance orgânico das publicações na grande maioria das redes sociais, será sem qualquer sombra de dúvidas necessário investir em publicidade nas redes sociais, para conseguir distribuir o seu conteúdo por mais gente, atraindo assim mais tráfego a qualquer que seja o canal digital escolhido para essa disseminação/distribuição.

Os Meios

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes no blog digitalfc

Hoje em dia é possível contar histórias de formas tão diferentes, das quais destaco, efectivamente, o Instagram e o LinkedIn.

São dois tipos de formato, muito diferentes entre si, mas que permitem abordagens tão díspares e formas tão distintas de contar histórias, que cativam tanto mais quanto melhor for o aproveitamento que é feito das potencialidades dessas mesmas plataformas e que permitem experimentar diferentes vertentes do digital storytelling.

Exemplos como os do Airbnb ou da Charity Water são hoje extremamente elucidativos das potencialidades quase infinitas que estas plataformas oferecem a quem tem nas histórias o maior aliado na partilha daquilo que os seus olhos veem e as suas mãos pensam.

Conclusão

Nesta árdua, mas divertidíssima missão de contar histórias que envolvam os seguidores/clientes e os liguem a nós de forma indelével, é importantíssimo que nunca se esqueçam de ter as devidas... autorizações para poderem difundir o conteúdo pela internet.

Seja autorização das pessoas que retratam, ou com quem falam/falaram, seja autorização para utilizar aquela música, aquela foto, aquele software... para quase tudo é preciso uma autorização, pelo que todo o cuidado é pouco.

Depois dizer que, seja através de meios digitais, em livro, oralmente, com recurso a fotografias, num podcast, ou numa série de InstaStories, as histórias têm de obedecer todas à mesma estrutura: princípio, meio e fim; devem igualmente ter uma mensagem clara que o autor pretende passar e por fim, ser emotivas e emocionais.

É isto que se procura, que a história provoque algum tipo de sensação em quem a está a ler, ouvir ou a ver. Se as pessoas chegarem ao fim da nossa história e não conseguirem identificar estas partes, estamos em maus lençóis.

Por isso, construa a história da forma que quiser, mas nunca se esqueça de lhes dar estrutura, sequência, clareza e emoção.
Seja no Storytelling Digital ou em qualquer outro formato para contar histórias, deixar uma destas partes de fora é contribuir activamente para o insucesso da história em si.

E não se esqueça de, tal como nos outros formatos, tal como na escrita, treinar muito. Contar histórias, muitas vezes, repetidamente, é a única forma de se tornar melhor no exercício dessa milenar e absolutamente incrível actividade, responsável por termos chegado até aos dias de hoje.

Lembre-se de uma coisa - ninguém resiste a uma boa história!

artigo sobre digital storytelling no blog digitalfc

O que achou deste artigo? Ajudou a perceber melhor o que é o Storytelling digital? Tem alguma sugestão para me fazer? Deixa-a nos comentários ao artigo.

Fico à espera do seu feedback.

Até breve.

Como usar o storytelling para reter a atenção dos clientes

Storytelling is the most powerful way to put ideas into the world.”

Robert McKee

Uma história verdadeira, autêntica, emocionante e bem contada pode facilmente comunicar o propósito e os valores da sua marca/empresa – e ainda fidelizar clientes e seguidores. E isto, nos dias de hoje, é quase imbatível. Vamos então ver como é que o Storytelling pode ajudar a sua empresa a reter a atenção dos seus clientes.

No artigo que se vai seguir, vou apresentar-lhe três formas para poder fazê-lo correctamente.

O Storytelling tem um valor essencial e muito claro no mundo do Marketing e da Comunicação e não, não é uma técnica usada para hipnotizar os seus clientes e mantê-los agarrados a um qualquer tipo de fantasia. E atenção, uma coisa é escrever, outra completamente diferente é contar histórias.

Tal como lhe disse no início deste texto, o Storytelling ajuda-o a revelar o passado da sua marca e, mais importante do que isso, o seu próprio propósito.

Quando o poder muda de mãos

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes

Sabemos que os consumidores têm hoje uma enorme variedade de escolhas ao seu dispor, e quando estão em causa preços e qualidade – sobretudo no caso de serem muito semelhantes entre si – as pessoas julgam então as marcas pelo seu propósito e pelos seus valores, mais do que qualquer outra coisa. As pessoas querem, nos dias de hoje, comprar produtos a uma marca com a qual se sintam confortáveis em dar o seu apoio.

E esse mesmo propósito é igualmente muito importante para os funcionários.

Um estudo da Delloite deu conta de que mais de 80% dos funcionários a trabalhar para uma empresa com um propósito bem claro e definido, acreditam que a sua empresa vai crescer no próximo ano.

Essa mesma percentagem de pessoas acredita também que os clientes são a sua principal prioridade, tal como consideram que os ganhos não podem ser o foco principal dos seus negócios.

Dar espaço e voz às histórias de pessoas comuns

Artigo sobre o uso do Storytelling para reter a atenção dos clientes no blog da Digitalfc

Num mundo em que, a um ritmo quase diário, há empresas a ser multadas por fazerem falsas alegações que induzem os clientes em erro com as suas acções de marketing, é muito bom saber que ainda existem marcas que sabem e reconhecem o valor de colocar histórias autênticas e verdadeiras no centro da sua prática profissional.

Vejam a Airbnb, por exemplo, que dedica uma área inteira do seu site às histórias dos seus clientes.

Isto parece simples, mas não é.

Ainda há muitas empresas que parecem esquecer-se de um dado incontornável e fundamental: sem clientes, não há empresas.

Portanto, sim! o Storytelling é hoje parte fundamental da estratégia de marketing das empresas, sobretudo num mercado cada vez mais densamente povoado, onde toda a gente quer a mesma coisa: chamar à atenção dos clientes - muitas vezes, a qualquer custo.

Para ajudar a reter a sua audiência, foque-se nestes três pontos:

1. Produza conteúdos em vídeo que comovam quem os vê

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes

Aquilo que há de mais incrível no vídeo é que consegue captar a atenção das pessoas de forma que mais nenhum outro meio consegue. E isto é inegável.

Há uma tendência humana para criar empatia com aquilo que vê nos outros, o que faz do vídeo um meio extremamente eficaz para evocar e despertar emoções em que os vê.

No que ao marketing diz respeito, o vídeo é um meio extremamente eficaz para expor o propósito da sua marca. Porque é que a companhia foi fundada, em primeiro lugar? Qual é o impacto que espera ter junto dos consumidores e do mundo? De que forma é que ela pode ajudar a reter de forma mais efectiva a atenção dos clientes?

A sua audiência tem um apetite voraz por histórias. É que nem sequer precisa de se dar ao trabalho de lhes perguntar. E o vídeo, pois bem, o vídeo tem – como já aqui vimos – uma capacidade ímpar de comunicar a sua história, a sua autenticidade, de uma forma que os leva mais rapidamente a comprar qualquer coisa.

Estudos mostram mesmo que 64% dos consumidores fazem uma compra depois de verem vídeos de uma marca, ou de um produto, nas redes sociais.

2. Promova experiências offline (ou onlife) onde pode contar a sua história

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes

Outra forma extremamente eficaz de contar a história da sua marca é fazê-lo num evento – seja num evento organizado por si, ou num evento para o qual seja convidado.

Sabia que dois terços das pessoas que marcam regularmente presença em eventos, se sentem mais inclinadas para fazer uma compra, depois desses mesmos eventos?

No entanto, sendo uma estratégia vencedora, se não for bem executada, pode rapidamente virar-se contra a marca. Porque um evento mal preparado e que deixe uma má impressão em quem participa, tem sempre alguma dificuldade em apagar essa imagem.

Marcas que façam uma boa gestão de expectativas e que consigam surpreender o público com algumas surpresas e momentos de interacção inesperados, são aquelas que mais facilmente vão conseguir falar ao coração dos participantes e reter a atenção dos clientes.

É importante que esse evento encaixe na sua história mais global, mais abrangente. Juntar pessoas para que passem um bom bocado é bom, claro, mas criar e manter clientes leais tem de ser o objectivo final.

3. Ponha menos marca nos seus conteúdos. Ou seja, torne-os menos comerciais

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes no blog digitalfc

Pode parecer contraditório, mas se quer mesmo retirar o maior proveito possível do seu branded content tem de o tornar menos... branded.

Acontece com maior frequência do que deveria uma marca conseguir criar um vídeo com impacto, emotivo, mas depois diluem o efeito da mensagem que querem passar no momento em que inserem um logo gigantesco no meio do mesmo. Wrong!

Os consumidores raramente acham isto apelativo. Muito pelo contrário, uma vez que aquilo que o atrai é, precisamente, a autenticidade.

Tente com todas as forças resistir ao ímpeto de fazer/criar uma história toda ela centrada na sua marca. Em vez disso centre-se numa coisa: produzir conteúdo de valor, interessante, que conte uma boa história, que crie empatia. Vai ver que os resultados vão aparecer.

Conclusão

O Storytelling é hoje uma parte crucial de uma estratégia de marketing, mas não se pode tornar numa coisa que se torne pouco credível e sem autenticidade.

Criar conteúdo para os canais digitais e para promover uma loja física, por exemplo, requer muitas vezes que a sua marca se sente no fundo da sala e perca o protagonismo em nome de uma história mais geral e mais relacionada com a dimensão global da empresa e de tudo aquilo que ela representa.

Seguindo esta estratégia apoiada na criação de conteúdos autênticos e genuínos, vai reparar, não só, num retorno do investimento que está a fazer no marketing e na comunicação do seu negócio, mas vai estar, mais do que qualquer outra coisa, a garantir que a sua audiência percepciona claramente o esforço que está a fazer para criar esses mesmos conteúdos.

E isto, meus amigos, isto é criar seguidores/clientes satisfeitos e fiéis.
Que voltam, uma e outra vez, a comprar connosco. Por tudo aquilo que nós representamos nas suas vidas.

Quer fazer alguma sugestão a este artigo?

Tem dificuldades em perceber de que forma é que pode relacionar algum dos pontos apresentados com o seu negócio?

Então não hesite e deixe o seu comentário aqui mesmo. Obrigado e... até breve.

Fonte: http://bit.ly/2SsWnH9

Storytelling: diferenças entre escrever e contar histórias

Deixe-me dizer-lhe uma coisa: podemos ser incríveis contadores de histórias, mas terríveis escritores.

É por essa mesma razão que importa que perceba muito bem quais são as principais diferenças entre escrever e contar histórias.

Mas em primeiro lugar vamos às definições, sim?

O que é a Escrita?

E o que é o Storytelling?
Haverá assim tantas diferenças entre os dois conceitos?
Quais são elas?

“No tears in the writer, no tears in the reader. No surprise in the writer, no surprise in the reader.”

Robert Frost

Escrever é... bem, escrever é escrever.

É a magnífica e inquietante arte de colocar palavras numa página – seja qual for o formato – de uma forma que, com precisão, com eficiência e, por vezes, com dor, se consegue transmitir algum tipo de informação.

Indo ao mais básico, escrever é precisamente aquilo que estou a fazer ao escrever este artigo (sei que é óbvio, mas era para que de facto se percebesse bem a analogia).

E isto que estou neste preciso momento em nada se assemelha com o acto de contar uma história. Certo?

Há escritores para todos os gostos, de todos os tipos, para todas as áreas.

Alguns de nós, como é o caso, também contamos histórias. Outros reportam factos. Os que dão assistência/orientação técnica. Há ainda os que oferecem inspiração e encorajam quem os lê a operar vários tipos de transformação. Há de tudo, no fundo.

Bom, mas ao que a este artigo diz respeito, importa que nos foquemos naqueles que criam histórias, nomeadamente, os que criam e escrevem ficção.

A partir do momento em que estamos a colocar palavras numa página para evocar/contar uma história, passamos automaticamente a ser escritores.

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

Contudo – e é extremamente importante que se perceba isto – o simples facto de estarmos a contar uma história incrível e memorável, não significa necessariamente que a nossa escrita também o seja.

Quero com isto dizer - tal como o fiz no arranque deste texto - que podemos ser incríveis contadores de histórias, mas terríveis escritores.

A escrita tem - para ser sintético - um segredo.

O escritor será sempre melhor, quanto maior for a sua capacidade de fazer despertar e trabalhar a imaginação dos leitores – e quanto mais ler e escrever, mas já lá vamos.

É o domínio da palavra. Fazer esculturas com as mesmas. Dominar a técnica da narrativa.

Abaixo deixo uma lista de skills que se aninham confortavelmente debaixo das asas do colosso que é a escrita:

Então e o que é o Storytelling?

“Inside each of us is a natural-born storyteller, waiting to be released.”

Robin Moore
Artigo sobre diferenças entre escrita e storytelling para Digitalfc

O Storytelling, por sua vez, não tem uma ligação umbilical à escrita. Contar histórias é a tradição de descobrir e relatar os padrões dramáticos da vida – e se você for um bom contador de histórias, partilhá-las com a dose certa de suspense e de emoções com as quais os seus leitores/ouvintes se identifiquem, pode ter a certeza que vai conseguir arrebatar-lhes os corações.

O Storytelling acontece um pouco por todos os meios de comunicação que conhecemos. Damos de cara com ele não em romances, mas igualmente nos filmes, nas séries, nos programas de televisão, na poesia, em canções, quadros, fotografias, até na dança.

O ser humano, por natureza, é um contador de histórias. Como já escrevi recentemente, todos nós temos uma história para contar – vídeo youtube – mas nem todos nós sabemos escrever.

Aquilo que procuramos, no fundo, é a tradução/trasladação das nossas experiências para pequenos fragmentos da nossa vida – quer seja para capturar as memórias adjacentes a essas mesmas experiências, ou para conseguir descobrir o significado mais profundo que elas podem conter.

O Storytelling é a capacidade de encontrar as verdades universais que estão ligadas à experiência humana e de as transformar numa qualquer espécie de drama, dar-lhe a forma de uma história.

Quando falamos de alguma das características que abaixo apresento, estamos na verdade a referir-nos menos à escrita propriamente dita e mais ao Storytelling, a mui nobre e antiga arte de contar histórias.

Como é que podemos desenvolver estes dois tipos de skills, tão diferentes entre si?

Uma história, por si só, é um pouco mais do que emoções cruas e imaginação. É preciso transformar essa história num produto que as pessoas consigam apreciar e entender, e isso requer uma apurada técnica de transcrição.

Por sua vez, a escrita, na sua mais pura essência, mais não é do que colocar, de uma forma sensível e quiçá até bonita, de colocar palavras dentro de uma página, ou sequência de páginas, dando-lhes sentido e tornando-as intelegíveis e relacionáveis.

Para sermos capazes de contar boas histórias, temos de dominar estas duas vertentes.

Faço-lhe uma pergunta simples: qual é a sua skill – a escrita ou o storytelling?

Todos os escritores de sucesso têm de ser capazes de usar um misto de várias técnicas: narrativa e escárnio/sarcasmo, ou a arte de fazer piadas; lógica e criatividade, storytelling e escrita criativa.

Cada um de nós utiliza estes processos de forma diferente, dependendo da abordagem que fazemos aos temas.

Deixo-lhe aqui 3 conselhos para o ajudar a tornar-se um melhor storyteller.

1. Aprenda a ver a história pelos dois lados (por dentro e por fora)

Como contar historias digitalfc

A psicologia e a técnica de contar histórias é vasta e complexa. É como ter nas mãos um diamante enorme. Estamos constantemente a virá-lo e a girá-lo na tentativa de ver todas as formas possíveis que a luz tem de entrar por todas as suas arestas.

E mesmo assim, não conseguimos ver tudo o que há para ver, o que nos obriga a ter o aproximar do olho, ou até sacar da gaveta os seus óculos de ver ou perto, ou mesmo uma lupa, para assim conseguir ver tudo, na esperança de chegar mesmo ao coração do diamante.

O Storytelling funciona assim. Para conhecermos e dominarmos a arte de contar histórias, temos de ser capazes de olhar para elas de mais perspectivas. É preciso andar para a frente e para trás, de nos distanciarmos o suficiente para conseguir olhar para o quadro geral e perceber como todas as peças se encaixam, para depois fechar o ângulo e olhar para cada pequeno pedaço que a compõe, vendo o desenvolvimento e o encadeamento, parágrafo a parágrafo.

As partes têm de estar alinhadas. Uma história será tanto melhor e maior quanto mais coesa e coerente estiver.

2. Procurar a história por trás da história

Texto Escrever Não é para Todos_Blog_Digitalfc

Qual é a história? Claro que esta pergunta pode ter várias respostas, mas se despirmos a história e a deixarmos nua, ao vento, aquilo que encontramos é, naturalmente, o tema. Uma história, seja ela qual for, é uma declaração sobre o mundo, aos olhos de quem a conta.

Se procurarmos logo essa mesma declaração, conseguimos imediatamente perceber sobre o que é que trata a história. Isto, por sua vez, vai permitir que consigamos posteriormente escolher os enredos certos e as personagens perfeitas que vão suportar a nossa história.

3. Estude a teoria das histórias

Texto Escrever Não é para Todos_Blog_Digitalfc

Em última análise, o storytelling tem tudo a ver com a teoria das histórias. Se começar a estudar e a aperfeiçoar algum das matérias que mencionei acima (enredo/narrativa, personagens, tema da história, etc.) vai estar a caminhar a passos largos para se tornar num melhor storyteller.

Uma coisa lhe garanto, não pode tornar-se um excelente contador de histórias, se não for, em primeiro lugar, um estudioso inveterado da… vida!

Por fim, deixo-lhe agora 3 conselhos para começar hoje mesmo a escrever melhor.

1. Aprenda a “mostrar” em vez de descrever

storytelling_digitalfc_artigo

Esta é uma das máximas fundamentais e absolutamente incontornáveis para quem escreve e, também, para quem conta histórias. É impreterível que consiga fazer com que o seu público visualize aquilo que lhe está a dizer/contar. Sobretudo se estivermos a falar de uma publicação que seja feita sem qualquer recurso a imagens, como é, regra geral, um livro.

Se o Storytelling se pode traduzir, mormente, por uma espécie de reunião e organização metafórica de interpretações do mundo e da vida, a Escrita, por sua vez, é muito mais do que um simples e corriqueiro exercício de partilha destas interpretações. A escrita é o que lhes dá vida.

Escrever ficção é a arte de dramatizar tudo isto.

Não nos limitamos a contar aos leitores pormenores da nossa história; queremos que eles as vivam, ou que sintam que as viveram.

Mostre, não conte

Esta é a razão principal para que uma das mais primoridiais ferramentas da narrativa resulte da oposição entre mostrar e contar. É, de resto, uma das mais poderosas ferramentas da subtil arte da dramatização; muito mais eficaz do que estar a resumir acontecimentos. Como? Escolhendo e utilizando os melhores substantivos, verbos e adjectivos para conseguir criar e dar vida ao que estamos a escrever.

Por sua vez é também, sem grande margem para discussão, um dos desafios mais duros que qualquer escritor tem de ultrapassar.

No entanto, não pense que isto é impossível. Aliás, assim que começar a dominar esta técnica de contrabalanço entre o mostrar e o contar, posso garantir-lhe que vai conseguir invadir as mentes dos seus leitores e plantar dentro das suas cabecinhas.

“The purpose of a storyteller is not to tell you how to think, but to give you questions to think upon.”

Brandon Sanderson

2. Exerça a importantíssima arte da disseminação da informação

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

O que é que fazemos quando contamos uma história?! Partilhamos informação, certo?

E isso, isso qualquer pessoa pode fazer. Não é verdade? É, mas... fazê-lo bem é quase uma ciência.

O verdadeiro e valiosíssimo truque no meio disto tudo, é disseminar a informação da forma mais eficaz, notória e artística possível.

Pensemos nisto com uma espécie de hack de psicologia, onde vamos tentar aumentar a nossa notoriedade. Basicamente, aquilo que está em causa é a pretensão que temos de entrar na mente das pessoas através de uma espécie de dança que espante de tal forma quem está a ler, que acaba por haver uma entrega voluntária do controlo das suas mentes, depositadas nas nossas mãos.  

A formula consiste em entregar-lhes a medida certa de informação que os ajude a visualizer a cena, de modo a que consigam criar uma ligação empática e emocional com a(s) personagem(s).

Esta, no fundo, é a arte por trás da escrita.

E é exactamente por esta mesmíssima razão que deixamos um último, mas não menos fundamental conselho:

3. Pratique, que é como quem diz, escreva

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“Read, read, read. Read everything -- trash, classics, good and bad, and see how they do it. Just like a carpenter who works as an apprentice and studies the master. Read! You'll absorb it. Then write. If it's good, you'll find out. If it's not, throw it out of the window.”

William Faulkner

A arte do Storytelling pode ser aprendida sem ter de se estudar grande coisa. Tudo o que é preciso fazer é estudar histórias e estudar a vida, por si só. Prestar-lhe atenção.

Com a escrita, a coisa muda radicalmente de figura.
É preciso – e muuuuitoooo – prática. Muita prática. Até porque, como gosto de afirmar, escrever não é para todos

O ritmo e andamento de uma boa prosa, a habilidade de escolher detalhes mais ou menos evocativos que conseguem mostrar a sua história aos seus leitores, o instinto de perceber o que partilhar e quando partilhar – tudo isto são técnicas e skills que não podem ser ensinadas.

Os escritores aprendem a aperfeiçoá-las, primeiramente, através da observação consciente das técnicas utilizadas por outros escritores, mas mais do que isso, por meterem as mãos na massa com as palavras e aprenderem como é que as podem controlar.

É por isto que, tendo um contexto, percebendo qual é a envolvência da história, a sua natureza, se pode facilmente separar aquilo que é o Storytelling do processo de escrita mais propriamente dito.

Conclusão

Talvez se dê o caso de você ser um ou uma contadora de histórias desde que se lembra de ser gente, tendo essa veia levado a que tenha acabado por procurar a companhia das palavras e da escrita.

Ou talvez, como é o meu caso, sempre tenha gostado do poder das palavras no papel; de definir o ritmo, o andamento, a vida, a alma das palavras que juntas criam histórias, tendo sido esse o caminho que acabou por o – ou a – trazer até ao mundo do Storytelling.

Seja como for, qualquer um destes caminhos é inteiramente nosso, cabendo-nos a nós a tarefa de os explorar e de os usar para escrevermos histórias maravilhosas.

Saber reconhecer as diferenças entre estes dois conjuntos de competências pode ajudar a que consiga melhorar... ambos, à medida que vai optimizando o seu processo de escrita, de forma a que este responda o melhor possível às suas necessidades criativas.

Se tiver alguma questão que queira esclarecer, alguma dúvida, ou alguma sugestão, por favor não hesite em deixá-lo nos comentários a este artigo.

Obrigado por ter estado desse lado... e se gostou mesmo do texto, partilhe-o com a sua rede. Nunca é demais ajudar alguém a escrever melhor.

Fonte: https://www.helpingwritersbecomeauthors.com/a-writer-or-a-storyteller/

Storytelling: como contar uma boa história?

É uma pergunta que pouco ou nada tem de inocente, mas tem tudo e mais alguma coisa de pertinente. Contar uma boa história tem que se lhe diga. Se tem. E é bem mais difícil do que se pode pensar.
Acredite que há muita gente que julga que o sabe fazer, mas que na verdade não faz a mais pequena ideia do que está a dizer.

Uma história, à semelhança de, por exemplo, uma apresentação feita para uma plateia de cem, duzentas, trezentas, mil, 3 mil, ou 20 mil pessoas tem de ter uma estrutura muito clara e fácil de ser compreendida por quem a está a ver/ouvir.

E isto, ao contrário do que possa parecer, é uma das partes mais críticas de todo o processo.

Não pode haver nada pior para quem conta uma história do que chegar ao fim e não ter a reacção que espera do seu público. Ou pior, que é ter de usar aquela frase destruidora de sonhos e que tem o mesmo efeito na tentativa de explicar o fracasso que o de um jornal em cima da cabeça debaixo de uma chuvada torrencial.

“Eu sei que é difícil imaginar... tinhas mesmo de estar lá para ver”.

Esta frase é o reconhecimento envergonhado da própria incapacidade da pessoa que contou a história. Porquê? Porque quando contamos uma história é fundamental que quem a ouve consiga “ver” exactamente aquilo que lhe estamos a tentar mostrar.

A importância de arrancar bem

O arranque da história_digitalfc

O primeiro exercício que deve ser feito é sempre o de nos colocarmos no lugar de quem vai ouvir história e não no lugar de quem a vai contar.

Esta mudança estratégica de perspectiva faz com que consigamos pensar exactamente no que é que valorizamos quando ouvimos uma história.

Com que tipo de histórias é que mais facilmente criamos empatia e, sobretudo, com que tipo de contador de histórias é que nos sentimos mais confortáveis e mais presos a cada uma das palavras que vamos escutando e que nos vão conduzindo ao longo da acção.

Nesse sentido, o arranque é determinante para a forma como nos propomos a captar a atenção de quem nos está a ouvir.

Se se trata de uma apresentação, de pé, perante uma audiência que está, regra geral, sentada, costuma dizer-se que os primeiros 30 segundos são fundamentais.

Akash Karia, autor do livro TED Talks Storytelling – 23 Storytelling Techniques from the best TED Talks, coloca um desafio a todos os que vão fazer apresentações desta natureza, que passa por responder às seguintes questões:

Respondendo a estas perguntas ficamos com uma ideia mais concreta de qual vai ser então o caminho que vamos escolher para entregar a nossa mensagem.

O autor acrescenta ainda que, após ter analisado mais de 200 TED Talks, conseguiu concluir facilmente que as que conseguiam prender de forma mais eficaz e sem grande esforço a audiência eram as apresentações onde os autores contavam uma história.

Ao escolherem este método os autores conseguiam passar a mensagem que queriam de uma forma mais interessante e sem parecer que estavam a dar uma aula ou uma palestra aborrecida a audiência que estava ali para os ouvir.

Já vi largas dezenas destas TED Talks e posso afirmar que Akash Karia tem toda a razão na fundamentação desta afirmação.

As melhores apresentações, quer seja no formato TED Talks, ou em qualquer um dos eventos a que já fui – e acreditem que já foram mesmo muitos – são aquelas que têm uma história na sua base. Ou melhor, que começam com uma história.

Arrancar a apresentação desta forma, ao invés de optarmos pela tradicional e aborrecida apresentação – que já devia ter sido feita pelo Mestre de Cerimónias, moderador, apresentador, ou o que lhe quiserem chamar – onde dizemos quem somos e que estamos felizes da vida por termos sido convidados para este evento, é uma estratégia que se revela inteligente e vencedora.

A probabilidade de conseguirmos agarrar o público nos primeiros 30 segundos sobe drasticamente se escolhermos a história, a emoção, a empatia que dela advém, a personalização e a identificação do público para com aquilo que estamos a tentar mostrar-lhes.

Sim, porque para quem está a contar uma história essa tem de ser uma prioridade.

O Conflito

Igualmente importante, se não mesmo O mais importante, é que a história tenha um conflito marcado ao longo da acção. Esse conflito deverá ser ultrapassado pela personagem central, embora antes disso seja necessário que essa mesma personagem passe por toda uma série de obstáculos e dificuldades que vão fazer com que quem nos está a ouvir comece rapidamente a desenvolver uma empatia crescente pela personagem, havendo idealmente uma transposição/transferência de sentimentos relativamente a essa personagem.

Havendo empatia, identificação e aproximação do público ao herói, há a garantia (quase total) de que a audiência está a ser envolvida na história e que está com a atenção total ao que estamos a dizer.

Toda a gente tem (pelo menos) uma história para contar

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Muitas vezes achamos que não temos histórias para contar, que a nossa vida não tem assim grande interesse, mas não fazemos sequer ideia do quão longe estamos da verdade.

Todos nós temos (pelo menos) uma história para contar. Uma técnica secular, mas que continua a ser infalível é a de andarmos com um caderno de notas, daqueles que pode caber no bolso do casaco (tamanho A6), ou da mochila (tamanho A5), vá, onde possamos tomar notas de coisas de que nos vamos lembrando e que podem ajudar a desenvolver ideias para grandes histórias.

Esta técnica é muito utilizada por profissionais que fazem das palavras o seu sustento. Escritores, poetas, cantores, copywriters, publicitários, argumentistas, jornalistas, storytellers, a grande maioria deles, sobretudo os que alcançam o sucesso nas suas actividades, usam este método tão primário e ao mesmo tempo tão absolutamente perfeito, que é também uma espécie de trinómio de criatividade: pensamentos, caneta/lápis e papel.

Uma técnica incrivelmente poderosa e que ajuda bastante quando estamos a tentar registar uma paisagem, seja ela física ou emocional, é a de virarmos o bloco na horizontal, como se fôssemos desenhar.

Parece estranho, mas peço-lhe que continue a seguir o raciocínio.

A ideia passa por dar um sinal claro ao nosso subconsciente de que estamos à procura de alguma coisa diferente, fora do comum.

Em seguida voltamos a colocar o bloco na vertical para identificarmos o lead do texto:

Voltamos a colocar o bloco na horizontal para então irmos à procura do porquê, onde podemos aprofundar e desenvolver a ideia em que estamos a trabalhar. O nosso subconsciente adora estas pequenas pistas que o obrigam a desvendar caminhos novos.

O foco tem de ser a nossa própria história. A visão única que temos do mundo

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Pode parecer estranho ou egocêntrico, mas não é.

É, aliás, a única forma que temos de criar algum tipo de empatia com a audiência que temos - seja à nossa frente, numa sala cheia, ou do outro lado do ecrã - para conseguirmos criar empatia com as pessoas temos que ser pessoais e contar histórias nossas.

No limite, essas histórias têm de ter sido vividas por alguém que conheçamos muito bem e sobre quem consigamos falar facilmente, com pormenor e sendo capazes de transmitir a mesma intensidade que transmitiríamos se estivéssemos a contar uma história vivida na primeira pessoa.

Quando alguém compra um livro nosso, lê um artigo no nosso blog, fica mais algum tempo dentro do carro para nos ouvir falar na rádio, compra um jornal para ler uma entrevista que tenhamos dado, ou entrega de bom grado o email e outros dados para receber um ebook gratuito que fizemos sobre um determinado tema, aquilo que essa(s) pessoa(s) procura(m) é precisamente a personalização, que é como quem diz, quer ouvir ou conhecer a nossa visão particular do mundo.

Perceber como é que olhamos para ele e de que forma é que isso pode produzir algum efeito na sua vida. Ponto.

A história é sobre quê, mesmo?

A história é sobre quê_storytelling_difital fc

Como leitores, se tivermos chegado ao 4º ou 5º parágrafo e ainda não tivermos percebido sobre que é que a história fala... isto significa que o autor está em “maus lençóis”.

A resposta à pergunta que acima lancei vai ajudar a determinar o foco e o objecto da nossa escrita.

Por isso, se não costuma fazê-lo, talvez seja altura de repensar a sua escrita. Chegando ao quarto ou quinto parágrafo, o leitor já deve ter conseguido perceber o que está em jogo na nossa história, o que é que está no ar, se de repente lhe tirarem a história da frente dos olhos, o que é que ele estará a perder?

Levar os leitores pela mão, num passeio inesquecível

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Tal como já referi mais acima neste texto, é muito importante, se não mesmo determinante, que consigamos descalçar os sapatos de autores e escritores/criadores de conteúdos, para conseguirmos enfiar nos pés os sapatos de quem nos lê. Este é um dos "truques de magia" do Storytelling.

Feita esta pequena, mas extremamente relevante troca de papéis, importa perceber se a nossa história flui com naturalidade; se há alguma coisa na mesma que precise de ser abordada com maior clareza, ou se é necessário dar mais contexto a algum momento em particular.

Nunca nos podemos esquecer de algo fundamental quando contamos uma história pessoal – fomos nós que a vivemos!

Se não formos capazes de conduzir o espectador/leitor através do tempo e da acção – dentro da qual estamos completamente à vontade e embrenhados até aos olhos – e de contar essa mesma história com grande cuidado, as pessoas não a vão perceber, por muito que essa mesma história nos deslumbre e maravilhe de cada vez que a contamos.

Por tudo isto é tão importante que, ao contarmos a história, consigamos mostrar o nosso mundo aos leitores/espectadores, que os consigamos conduzir de forma natural pelo pedaço da nossa vida que estamos a partilhar.

Contar uma história de cada vez

Contar uma história de cada vez_storytelling_digitalfc

Em média, se tudo correr bem, podemos chegar aos 80/90 anos.

80 Anos correspondem a 960 meses de vida.

Se pensarmos que a vida pode mudar drasticamente numa questão de segundos, temos matéria mais do que suficiente para escrever e contar milhares de histórias.

Contudo, quando se trata de histórias pessoais, importa reforçar que devemos esforçar-nos por incluir nas mesmas apenas os momentos mais importantes.

“There is no greater agony than bearing an untold story inside you” Maya Angelou


Claro que todos nós temos dezenas, centenas de histórias incríveis para contar. Mas é muito importante que não nos esqueçamos de uma regra de ouro: contar apenas uma história de cada vez! O nosso trabalho é tornar a comunicação clara, limpa, e não baralhar quem nos lê ou ouve.

Muitas vezes não é o como que tem mais interesse na história que queremos contar, é o simples facto de a história ter acontecido que lhe confere, regra geral, toda a beleza. Por isso devemos dar atenção ao acontecimento e não a tudo o que aconteceu.

Nunca perder o tema de vista

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Por fim, mas não menos importante, é fundamental que nunca percamos o tema, o objecto da história da nossa vista.

Que ele nunca se ponha a brincar atrás do prédio num sítio onde deixamos claramente de o ver, para depois termos de ir à procura dele.

Mantermo-nos fiéis ao tema é exactamente o que faz com a nossa história tenha uma direcção clara (rumo ao seu final) e que mantém o leitor/ouvinte preso à mesma.

No final, quando estamos a editar a nossa história, a ver o que é que podemos cortar e onde é que podemos cortar, devemos ter a clarividência suficiente para olhar para ela e ver se esta responde claramente à promessa inicial que fizemos quando nos decidimos a contá-la.

Se sim, fantástico, está tudo pronto para podermos publicar/contar a nossa história. Se não, é preciso voltar atrás e ver onde é que estamos a falhar à promessa que foi inicialmente feita a quem nos ouve ou lê.

Conclusão

Por último olhemos então para aquilo que estivemos a ler a fim de embrulhar este texto numa série de pontos que não devemos mesmo deixar de prestar toda a nossa atenção.

Daqui para a frente espero sinceramente que, quando se preparar para contar uma história que comece a incorporar estes “truques” que aqui lhe deixei. Se o fizer, está a percorrer o duro caminho de querer melhorar a sua prática, mas posso garantir-lhe que apesar de duro, o caminho é tremendamente saboroso e gratificante.

Tem alguma pergunta ou dúvida sobre o assunto que gostasse de ver respondida? Deixe a sua opinião ou questão nos comentários.

(fonte: https://writingcooperative.com/8-writing-tips-that-will-make-you-a-powerful-storyteller-85592cf26cee)

O Storytelling corporativo ainda funciona?

O Natal de 2018 trouxe consigo as árvores, as prendas e, mais do que isso, ao nível da publicidade corporativa, um aumento de uma realidade que é cada vez mais indesmentível: o storytelling corporativo apresenta-se cada vez mais como o único caminho que as grandes empresas conhecem para cativar os seus seguidores, consumidores e possíveis consumidores.

Contudo, se tivermos em linha de conta que um dos principais "mandamentos" de um bom #storytelling - e que faz parte da minha formação - diz que as histórias não contam, as histórias mostram, talvez sintamos que o caminho, afinal, não é tão linear e simples como se julga.

Corporate Storytelling ou publicidade relacional?

Quando olhamos para aquilo que são os produtos publicitários de grandes empresas em solo nacional, como são os casos da NOS, da Vodafone, da MEO, Super Bock, ou da Coca-Cola, só para citar alguns, aquilo que vemos é mais uma espécie de aposta em algo mais parecido com uma espécie de publicidade relacional, do que com o Storytelling propriamente dito.

Parece, na verdade, que a publicidade procura relacionar-se com o público de uma forma sentimental, acaba por cair em redundância face ao número absurdo de vezes que acabamos por ser impactados e confrontados com a mesma.

Coloco duas questões muito simples:
Será que as pessoas de facto se deixam “influenciar” por este tipo de publicidade?
Será que esta é uma relação desinteressada em que, pura e simplesmente, se gosta muito daquele vídeo, daquele anúncio, mas não há depois uma consubstanciação dessa ligação estabelecida com o anúncio propriamente dito?

Ou seja, gosto do anúncio, sim senhor, mas não vou trocar de operadora; gosto do anúncio, sim senhor, mas nunca vou deixar de beber Sagres para passar a beber Super Bock.

(Nota: mais abaixo vou olhar para um caso específico de uma marca que passou por este mesmo problema)

O que queremos nós das marcas, afinal?

Queremos informação relevante.
Queremos, cada vez mais, personalização.
Queremos que nos ofereçam conteúdos que nos ajudem.
Queremos conteúdos que resolvam qualquer tipo de problemas que vamos enfrentando no decorrer dos dias, quanto mais não seja pelo simples facto de nos darem algum tipo de atenção, algum tipo de resposta a questões que atravessam o nosso quotidiano.

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Uma coisa é certa: as pessoas andam a fugir da publicidade como o diabo da cruz. Aliás, vivemos na área do maior bloqueio comercial de que há memória e que dá pelo nome de AdBlock. Isto devia ser uma manifestação mais do que óbvia de que as pessoas querem informação útil e não publicidade.

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A meu ver, e tendo por base centenas de horas de artigos lidos, de testemunhos ouvidos, de estudos analisados, de conversas e debates fundamentados, aquilo que me parece evidente que andamos à procura é, nada mais nada menos que relacionamentos palpáveis, reais, fidedignos. Relacionamentos com as pessoas e com as suas vidas e não com actores contratados para desempenhar papéis e que não acrescentam uma das coisas mais importantes no Storytelling, que permite criar empatia quase imediata com quem está a ouvir ou a ver a história: o elemento de verdade.

Esta característica singular vai permitir - mais do que qualquer outra coisa - aproximar as pessoas da história e, consequentemente, aproximar as pessoas da marca. E isto só se consegue com verdade.
Mostrando às pessoas que de facto estamos a contar histórias reais, de gente como nós, histórias que, em dado momento, podiam ser as histórias das nossas próprias vidas.

Não vender, mas sim contar uma boa história

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Por sermos uma marca ou uma empresa, não significa necessariamente que não tenhamos um chorrilho de histórias para contar. Claro que temos.
À falta de mais ideias – até porque o cérebro precisa de ser treinado para pensar em histórias que possam, posteriormente, ser reproduzidas e contadas - temos sempre um ponto de partida: a criação do nosso negócio, o nascimento da nossa empresa e as razões que nos motivam a, dia após dia, continuarmos a saltar da cama às horas que saltamos e a ir trabalhar com vontade, com prazer, com a certeza de que estamos a fazer o melhor que sabemos em prol de uma única coisa: o bem-estar dos nossos clientes.

Qualquer marca tem os seus princípios, as suas motivações, os valores que norteiam a sua prática e a sua vida no mundo dos negócios.

Viver em função destes mesmos valores e princípios vai, com o tempo, trazer-lhe benefícios em forma de euros. Porquê? Fácil. Porque as pessoas valorizam a autenticidade, a verdade, o compromisso, a verticalidade e, mais do que qualquer outra coisa, a honestidade.

E todos nós sabemos que as marcas, por maiores que sejam, têm – ou pelo menos deviam ter – valores e princípios que datam da sua formação, da sua criação, da sua origem.

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“People don’t buy WHAT you do, they buy WHY you do it”

Simon Sinek

O caso da Carlsberg: provavelmente, a cerveja com o melhor storytelling do mundo

Recentemente conheci o caso de uma marca mundialmente famosa, a Carlsberg, que enfrentou uma crise de vendas – isto apesar de ter um storytelling muito criativo e unanimemente elogiado - que trazia ainda outro problema alapado às suas costas, o gasto desmesurado de dinheiro na criação das suas super campanhas publicitárias.

Resumidamente, a frase que algumas das pessoas que trabalhavam no marketing da empresa mais ouviam era: “gosto muito dos vossos anúncios, mas, honestamente, nunca beberia a vossa cerveja”.

Não é preciso ser um Prémio Nobel da Física para se perceber o quão problemática pode ser uma situação deste género, sobretudo para uma marca desta dimensão.

Partindo deste problema, a solução encontrada foi a de ir precisamente à procura daqueles que eram os valores da marca, aquando da data da sua fundação e definidos e praticados pelo seu fundador, Jacob Christian Jacobsen.

Tendo descoberto documentos datados da data de fundação da marca (1844), a equipa de Marketing percebeu que o que estava a faltar era essa mesma identidade e esses mesmos valores presentes na fundação da Carlsberg... isso e muito mais cerveja nos anúncios.
Porque outro dos problemas encontrados foi de facto a falta do produto nos anúncios de 30 e 60 segundos que tanta notoriedade deram à marca no passado. Viam-se cenas entre amigos, narrativas e micro-histórias muito giras, sim senhor, mas cervejinha que era bom... quase nem se via.

Olhando para isto tudo, parece-me a decisão mais sensata possível aquela que foi tomada pela Carlsberg e que deve servir de inspiração a quem possa cruzar-se com este texto, no sentido de nos ajudar a perceber que, por vezes, é preciso parar para pensar e reflectir sobre qual o melhor caminho a seguir, sobretudo se estivermos perante uma espécie de “encruzilhada” deste género.

A importância de dar sempre alguma coisa em troca

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O que não podemos de facto fazer é parar de testar o nosso material, parar de testar alternativas, conteúdos, abordagens diferentes, nunca esquecendo que a preocupação tem de ser sempre a mesma: ajudar e servir os nossos seguidores e clientes. Dar-lhes a melhor versão possível da nossa empresa, dos nossos serviços, dos nossos produtos, mas mais do que qualquer outra coisa, dar-lhes a melhor versão de nós mesmos.

Por isso, se olharmos para os princípios do Storytelling é muito importante que não nos esqueçamos daquele que é um dos mais importantes e que deve ter uma resposta clara.
Isto é, quando chegamos à última linha da nossa história, a audiência, o público que parou para nos escutar deve saber exactamente porque razão é que embarcou nesta viagem (seja de 30 segundos, de 3 minutos ou de 3 horas) convosco. Se o vosso público não conseguir responder à questão: “de que trata esta história, afinal?” todo o vosso trabalho terá sido em vão.

Se as pessoas nos estão a ceder um dos seus bens mais preciosos – o seu Tempo – temos de ter isso em atenção e recompensa-las da melhor forma: como? Dando-lhes conteúdos que realmente tenham algum impacto nas suas vidas. É o único caminho possível.

Anda meio mundo a contar histórias e a tentar que essas histórias sejam bonitas, apelativas, relevantes, cativantes e que as produções pareçam quase cinematográficas, quando o foco devia estar precisamente nas pessoas que vão ver essas histórias, com quem temos de procurar estabelecer uma relação da maior proximidade (mesmo tendo em conta a distância natural a que estamos fisicamente sujeitos) e de absoluta e extrema sinceridade.

Se nos focarmos nisso, o caminho ficará certamente mais simples e será mais prazeroso de percorrer. Podem apostar.

Termino com uma pergunta:
E vocês, o que acham do storytelling corporativo? Deve continuar a ser uma aposta das empresas, ou é preciso mudar de táctica?

Deixem as vossas respostas nos comentários do artigo ou enviem-nas para o email martim.mariano@digitalfc.pt.

E não se esqueça, se quiser aprender mais sobre Storytelling e Marketing de Conteúdo, inscreva-se aqui mesmo.

Procura uma carreira em Marketing Digital? Nós ajudamos

Já se percebeu - até porque a realidade se encarrega de nos mostrar isso mesmo diariamente - que o Marketing Digital é hoje uma realidade absolutamente incontornável dos nossos dias.
Exatamente por essa razão resolvemos criar este texto, para que possa retirar daqui alguns conselhos úteis que permitam tornar + fácil o processo de procura de uma carreira nesta área.

Para que o panorama tivesse mudado de forma tão drástica e tão voraz, muito contribuiu o advento das redes sociais em que quase todos estamos presentes, de forma mais ou menos proeminente, mas estamos presentes.

Esta indústria foi criando, ao longo dos últimos anos, diversos novos postos de trabalho nas empresas um pouco por todo o mundo, que hoje são mais-valias ao nível da comunicação e da divulgação daquilo que é a sua oferta, seja ao nível comercial, ou simplesmente ao nível da relevância dos serviços que prestam. Eu que o diga, que encontrei neste mundo o meu caminho profissional fora do Jornalismo.

O marketing digital vai muito além daquilo que é a natural compreensão de estratégias e táticas voltadas para o bom uso da internet.
Uma das coisas verdadeiramente importantes é conhecer muito bem o ambiente digital, de uma forma global.

No entanto, para poder trabalhar em Marketing Digital é preciso bem mais do que estar presente em todas as redes sociais que existem à face da terra.

“People don’t buy what you do, they buy why you do it.” – Simon Sinek

A importância de conhecer bem a Internet 

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Assim, é extremamente importante que se conheça e se dominem assuntos que não digam diretamente respeito ao seu trabalho, nomeadamente tais como conhecer memes, termos e formas de expressão populares na net, novas tecnologias e por aí fora.

É igualmente fundamental que seja capaz de se adaptar muito rapidamente às alterações do meio, que é como quem diz, da internet - e todos nós sabemos que estas alterações acontecem a um ritmo verdadeiramente avassalador. Ou seja, o que hoje é um dado adquirido, amanhã pode estar completamente ultrapassado.

Outro fator importantíssimo é que consiga um equilíbrio entre o pensamento criativo e o pensamento analítico. Confuso? Nós explicamos. Obviamente que é fundamental que a criatividade esteja presente em qualquer área do Marketing que escolha trabalhar.

Mas, no que ao Digital diz respeito, a criatividade, por si só, não chega.
É preciso complementá-la com o pensamento analítico a fim de se tornar capaz de analisar métricas e extrair insights a partir das mesmas. 

Equilibrar a parte analítica com a parte criativa

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Tome nota do seguinte: sem análise de métricas e insights é impossível sobreviver nesta profissão. Mas... as métricas e o pensamento analítico não são tudo. Claro que não. A criatividade é um fator absolutamente determinante e que pode mesmo virar o jogo a seu favor, porque ela permite encontrar soluções absolutamente inovadoras que nenhuma análise de métricas lhe vai conseguir dar. Pode apostar nisso.
A criatividade humana ainda está a anos luz de distância daquilo que o melhor dos computadores consegue fazer.

Como já deve ter reparado, uma estratégia de marketing digital é composta por várias etapas e fases, de modo que se torna essencial que a mesma seja desenvolvida e trabalhada em equipa.

Portanto, é absolutamente crucial que alguém que se está a querer aventurar neste mundo tenha um fortíssimo espírito de equipa - saiba partilhar informações, aceitar sugestões —  e em alguns casos, críticas, sobrando por isso pouco espaço para alguém que goste de controlar tudo o que está a ser feito à sua volta, sem dar espaço ou liberdade a quem consigo trabalha.

Essas qualidades vão permitir que consiga realizar um trabalho de qualidade, promover um ambiente saudável, de respeito e companheirismo com todos os seus colegas e para que possa igualmente aprender com eles e partilhar os seus conhecimentos. Quem é que ganha com isto?
A empresa e, claro, os clientes, que são quem mais importa.

A importância das ferramentas certas

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Bom, agora que já lhe falei do mais importante, vou mostrar-lhe como é que pode munir-se de ferramentas para conseguir de facto arranjar um emprego nesta apaixonante área do Marketing Digital.

Antes de mais importa fazer um disclaimer fundamental para esta demanda - Não há melhor ferramenta para conseguir singrar nesta área que apostar fortemente no seu próprio conhecimento.
É exatamente por essa razão que o foco das nossas indicações incide precisamente no aumento do conhecimento, de modo a que possa definir as melhores estratégias para conseguir levar a cabo o seu plano de conseguir um emprego nesta área.

1. Sites, Blogs e/ou bibliografia sobre Marketing

Estes são, sem qualquer sombra de dúvidas, alguns dos recursos mais valiosos e que podem ser uma ajuda fundamental para que consiga aprofundar o seu conhecimento relativamente às melhores estratégias a seguir na busca do seu objetivo. Porquê? Porque permitem, acima de tudo, que se atualize relativamente às tendências e às práticas mais atuais existentes no mercado de trabalho.

Uma das coisas boas que acontecem ao nível do Marketing Digital, no nosso país, é que os melhores profissionais do mercado costumam partilhar conteúdos regularmente, nos seus blogs e sites.
E sabe qual é a melhor parte de tudo isto? É que o fazem de forma gratuita, por isso aproveite para se manter constante a par de tudo o que estes profissionais vão fazendo e utilize as dicas que eles vão dando para fortalecer a sua posição e reforçar o seu conhecimento.

Deixamos-lhe aqui uma lista de blogs ligados à área que pode consultar sempre que precisar:

  1. Social Media Examiner
  2. HubSpot
  3. Rockcontente
  4. RDStation
  5. Buzzsumo
  6. Buffer
  7. SproutSocial
  8. Hootsuite
  9. Kissmetrics
  10. AdEspresso
  11. Marketo

2. Investir em cursos ligados ao Marketing Digital

Esta é, sem sombra de dúvida, uma opção sábia e extremamente inteligente, uma vez que é uma forma de investimento quase sempre segura e que lhe pode trazer benefícios incalculáveis para o seu futuro.
Deixamos-lhe aqui os links para a oferta formativa que temos na DIGITALFC:

- Curso intensivo de Marketing Digital, com Frederico Carvalho

Curso Intensivo Marketing Digital Frederico Carvalho

- Curso Storytelling e criação de conteúdos para Redes Sociais, com Martim Mariano

Curso Storytelling e Marketing de Conteúdo para Redes Sociais com Martim Mariano

3. Profissionalizar ao máximo o seu perfil no LinkedIn

Se quer posicionar-se no mercado e começar a tornar-se relevante dentro do mesmo, então não pode mesmo deixar de investir tempo nesta rede social. Acredite que isto pode ser absolutamente determinante.

O LinkedIn é hoje uma ferramenta incrível e indispensável para quem quer progredir na carreira e tornar-se relevante no panorama laboral. Porquê? Porque todos os grandes players andam por lá em busca de talentos, de oportunidades e de conteúdos diferenciadores.
Por isso, se quer dar-se a conhecer ao mundo laboral e em particular aos profissionais do Marketing Digital, nada melhor do que começar a construir uma presença assídua, constante, consistente e regular no LinkedIn.

Aproveite para seguir o Pedro Caramez, que é a maior referência nacional no que a esta rede social diz respeito.

Recapitulando:

Da nossa parte, é tudo.

Acreditamos que se seguir os passos que lhe fomos apresentando ao longo do artigo poderá, com grande dose de certeza, preparar da melhor forma a sua entrada no mundo do Marketing Digital.

Agora é deitar mãos à obra e começar a preparar a mudança que vai operar na sua vida. Só nos resta desejar-lhe boa sorte e dizer-lhe que se trabalhar muito e for inteligente nas suas pesquisas e decisões, estará seguramente mais perto de alcançar o seu objetivo final.
Seja perseverante, persistente e não desista. Por muito difícil que a missão lhe possa parecer, o resultado final promete compensar o esforço.

Que outros conteúdos ligados ao Marketing Digital é que gostava de ver abordados nos próximos artigos? Deixe a sua opinião nos comentários.