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[ Fevereiro 5, 2019 by Martim Mariano 4 Comments ]

Escrever não é para todos

Não. Não sabemos todos escrever. Não. Não podemos todos escrever conteúdos e ser a voz da nossa própria marca.

“Qualquer pessoa escreve um texto”…
Mentira!!! E das grandes.

Não escreve coisíssima nenhuma!
Escrever NÃO É para todos.
Não é, mesmo.
Não pode ser.
Não tem como ser.

Não faz sequer sentido que assim seja.

Como não faz sentido – e aqui nunca me parece que haja qualquer espécie de discordância – dizer que a matemática é para todos. Porque não o é. Jamais.

Não o pode ser. Não pode ser sequer esperado que assim seja porque isso seria contrariar a natural natureza do ser humano. A da sua escolha. A da procura das áreas do saber com que mais se identifica e mais facilmente se consegue relacionar. A princípio, sem que isso lhe seja desagradável e que lhe motive sentimentos negativos relativamente à área em questão.

Nesses casos, o que costuma acontecer é: “… Ai, não. Eu para contas não tenho jeito nenhum… nunca fui bom a matemática.”

Viram-se então para a escrita. E porquê?

A eterna (ir)relevância da escrita e o marketing de influência

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

Porque escrever, escrever todos nós sabemos. Escrever e ler. É um dado praticamente adquirido e incontestável.
Aprendemos a fazê-lo bem cedo, nas cadeiras de pau das escolas onde todos nós andamos. Salvo raras excepções, evidentemente.

Se assim não fosse, não estávamos aqui todos a conversar e a partilhar ideias e histórias constantemente, em tudo o que é plataformas digitais por onde nos mexemos diariamente.

“If you don’t have time to read, you don’t have the time (or the tools) to write. Simple as that.”

Stephen King

Antes de avançar resolvi juntar aqui 5 razões para se pensar em contratar um escritor profissional, um copywriter, ou alguém com (muita) experiência na área:

  1. Escrever mal passa uma imagem pouco profissional
  2. Alguém que vem de fora tem um olhar imparcial sobre o negócio
  3. Um escritor/produtor de conteúdos treinado poupa-lhe… tempo
  4. Os resultados vão começar a aparecer em breve
  5. O seu investimento vai ser rentabilizado, acredite

Mas agora deixem-me que vos pergunte uma ou duas coisas muito concretas.

Porque é que acham que seguimos o trabalho desta ou daquela pessoa em particular?

Porque será que, desde que há memória, há sempre pessoas capazes de influenciar os outros a querem ser como elas, a fazer o que elas fazem, a vestir o que vestem, a viajar para os mesmos sítios incríveis?

A meu ver – e caio nesta redundância num artigo de opinião, só porque me apetece – isto justifica-se facilmente com um facto absoluto e indesmentível: porque somos todos muito (demasiado, até) parecidos, ao contrário do que se possa pensar. Não só somos muito parecidos, como é essa mesma parecença e semelhança que acaba por nos tornar então parecidos e previsíveis.

Como? Na medida em que todos nós queremos o melhor que a vida pode ter para nos dar. Seja qual for o contexto, a educação, o nascimento. Queremos o melhor.

Os ideais podem diferir, mas não me parece sequer uma hipótese plausível de se verificar, existir alguém que viva num contínuo e profundo desejo de ter e querer tudo o que possa existir com o simples propósito de piorar as suas próprias condições de vida e as condições de vida dos que o ou a rodeiam.

Uma vez mais, essa hipótese não faz qualquer sentido para ninguém.

A vida numa Economia de partilha e exposição

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

E uma vez que vivemos numa economia de partilha e exposição pública, uma vez que queremos ter tanto como, ou fazer o mesmo que, ir onde ele ou ela foram, isto torna-se então muito mais evidente aos olhos de quem quer ver.

Queremos ir almoçar aos sítios giros que vamos vendo partilhados nas redes sociais, estar nas mesmas cidades, ir às mesmas praias, ter as mesmas fotos, experimentar as mesmas sensações. É exactamente isso que pretendemos.

Ter o mesmo tipo de experiência, ou uma experiência semelhante, porque acreditamos que a mesma pode produzir em nós um qualquer efeito edificante… não. Queremos porque queremos ter mais e mais histórias para contar.

É exactamente isso.

Já pensou na velha frase: “para um dia poder contar aos meus netos”?
Acha que ela se traduz exactamente em quê?

Na minha modesta opinião, enaltece exactamente a importância e fundamentalidade da experiência de vida, bem como a sorte de ter experiências marcantes que possam ser narradas à posteriori aos mais novos.

Caramba, foi assim que conseguimos sobreviver enquanto espécie.

Partilhando conhecimentos, experiências, perspectivas, ideias, morais, teorias, práticas… contando histórias. E mesmo essas, eram contadas sempre por pessoas que as contavam bem.

Todos diferentes, mas todos irremediavelmente iguais

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

Como seres humanos que somos temos comportamentos massificados e é por isso mesmo que somos facilmente mensuráveis e analizáveis.

Temos perfis de consumidor idênticos a outros milhares, centenas de milhares, milhões. Porquê? Porque somos uma espécie!
E, como tal, somos idênticos por natureza.

Somos seres sociais, na nossa origem.
Precisamos uns dos outros e em Sociedade ainda mais.

A diferença acaba por residir apenas na Natureza das escolhas que fazemos.

Tão só e somente. É isto que acaba por nos aproximar ou afastar, consoante a natureza dessas mesmas escolhas e as suas consequentes implicações na espuma dos nossos dias.

São elas, as escolhas, que nos conduzem para cima ou para baixo nas suas diferentes trajectórias e incidências.

A empatia

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

Há qualquer coisa naquilo que essas pessoas – que invariavelmente acabam por nos influenciar de alguma maneira – fazem que as distingue das demais.

Que as torna interessantes, ou melhor, mais interessantes que as restantes, para além daquilo que serão as normais fontes de interesse de qualquer pessoa comum.

(Nota: a expressão inglesa é muito mais feliz – ordinary people)

Há uma capacidade de criar empatia e outras emoções que tais, que quando aliadas à natureza do conteúdo partilhado e à mensagem que conseguem transmitir com a consistência e coerência do que fazem, inspiram e motivam quem os segue.

A fórmula é simples: Bom conteúdo = Audiência

O que ainda se passa em muitas empresas é que a escrita, a criação de conteúdos, de press releases, ou quaisquer outras formas de comunicação, é uma tarefa secundária. “Qualquer um faz isso.”

Estão tão enganados. Estão tão redondamente enganados se julgam que o caminho é por aqui.

Não é, mesmo.
Não pode ser.
Não tem como ser.

Não faz, aliás, qualquer sentido que assim seja. Porque assim não é com o resto.

Como costumo dizer, não usamos a frase “qualquer um faz isso” quando o assunto é a contabilidade da empresa. Pois não?! Ao invés, o que é que fazemos?

Simples. Contratamos um contabilista. Um profissional que vai fazer as contas por nós. De preferência que seja um profissional certificado.

Isto coloca, claramente, as contas num patamar de superior importância, onde a pobre coitada da escrita, tão comum e vulgar, tão fácil de alcançar, tão simples de fazer, tão irremediavelmente acessível e dispensável que qualquer um pode colmatar essa necessidade, não tem o direito a marcar presença.

A mudança é lenta, mas lá chegaremos!

Texto escrever não é para todos no Blog da Digitalfc

Lá chegaremos ao tempo em que os donos das empresas vão perceber que têm de contratar pessoas que saibam produzir e criar conteúdos que sejam a voz da empresa no mundo. E que para o fazer não podem continuar a escolher as sobras ou os que estão ali sem fazer nada para escrever e encontrar essa mesma vez e para criar/alimentar uma comunidade de gente que se identifica com a marca e quer saber da sua vida.

Até lá resta-nos, a nós, os que escrevemos, continuar a trabalhar para que esse dia conheça a sua própria luz e brilhe incandescente num qualquer céu diante dos nossos olhos.

Conclusão

Não. Não sabemos todos escrever. Não. Não podemos todos escrever conteúdos e ser a voz da nossa própria marca. Não podemos continuar a achar que é natural e aceitável que achem que temos de saber fazer tudo. Não podemos!

E não podemos continuar a aceitar tudo como sendo normal.

Se está mal, temos de dizer que está mal. Porque se eu não sirvo para contabilista, porque é que o contabilista há de servir para escrever?

Concorda comigo?
Não concorda com uma vírgula?

Seja como for, se tiver 2 minutos extra, diga-me o que pensa sobre o assunto, aqui mesmo nos comentários do texto. Terei todo o gosto em debater o assunto consigo.

Fontes: https://www.freelancewriting.com/managing-freelancers/5-reasons-to-work-with-freelance-writers/

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Comments [04]

  1. Fevereiro 5, 2019

    Excecional.
    Nem mais nem menos.

    Reply
    • Martim Mariano
      Fevereiro 5, 2019

      Temos de tomar uma posição, Elsa! O que é que dirias a alguém que acredita e pratica isto dentro da sua empresa?

      Reply
  2. Carlos Duarte
    Fevereiro 6, 2019

    Concordo em absoluto. E acrescento uma camada extra: avaliação dos produtos escritos por várias camadas de decisão, todas elas sem qualquer tipo de experiência ou qualidade nessa área. O que torna o produto final algo desgarrado e sem grande qualidade, creio.

    Reply
    • Martim Mariano
      Fevereiro 6, 2019

      Excelente acréscimo de pertinência, Carlos. Obrigado. É mais um factor que em nada ajuda… ao produto final, como diz e muito bem.

      Reply

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