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[ Fevereiro 11, 2019 by Martim Mariano 0 Comments ]

O que é isto do Digital Storytelling?

Contar histórias que envolvam, que criem empatia, que levem as pessoas a fazer qualquer coisa e a sentir muitas mais, é uma arte.

Deixe-me dizer-lhe já uma coisa, para que fique tudo em pratos limpos.
Histórias são histórias. E toda a gente tem histórias para contar, seja qual for o meio que escolhe para o fazer.
Neste caso, vamos olhar para o Storytelling que tem por base os formatos digitais.

E por Storytelling entende-se, muito basicamente, o acto de contar ou escrever uma história.

Claro que já ouviu falar de Storytelling

Se tem estado com atenção aos artigos que temos partilhado ultimamente, terá já algum tipo de familiarização com a palavra chave deste artigo.
Não, não é o Storytelling, são as histórias.

Artigo sobre Storytelling Digital no blog Digital FC

Vou então partir do princípio que, se está a ler este texto, tem já algum tipo de conhecimento sobre esta arte.

Sim, porque contar histórias que envolvam, que criem empatia, que levem as pessoas a fazer qualquer coisa e a sentir muitas mais, é uma arte. Das mais puras e ancestrais que o ser humano conhece e tão bem domina.

Por isso, é claro que já ouviu falar de Storytelling.

Vou também assumir – até para me dar algum alento – que tem estado com atenção aos artigos que temos partilhado ultimamente, o que fará de si uma pessoa interessada por esta área.

Voltando então um pouco atrás, vamos então olhar para o Digital Storytelling, ou ao Storytelling digital, que no fundo “mais não é” do que usar a tecnologia e, em particular, o recurso aos computadores, para contar histórias emocionantes e cativantes através dos suportes tecnológicos que hoje existem à nossa disposição, tais como: Realidade Aumentada, Realidade Virtual, Câmaras 360, drones, etc.

Artigo sobre Storytelling Digital no blog Digital FC

E engana-se quem pensa que o Storytelling só serve para roteiristas de cinema, escritores de histórias infantis e jornalistas.

Tal como já lhe disse anteriormente, no entanto, há diferenças significativas entre escrever e contar histórias.

Se contar histórias é uma arte, com a escrita passa-se exatamente o mesmo.

Pode sempre ver o vídeo abaixo para poder ficar rapidamente a conhecer alguns truques e dicas para conseguir contar boas e envolventes histórias ao seu público.

Ou pode encontrar essas dicas também aqui, em texto.

Mas centremo-nos então no Digital Storytelling, do qual lhe vou dar alguns exemplos ao longo do texto, e naquilo que essencialmente o caracteriza.

Em primeiro lugar é preciso dizer que criar histórias digitais pode ser de facto um processo extremamente agradável, criativo e revigorante para quem criou e pensou essa história, isto é, para o storyteller, sendo que o produto final costuma ser uma ferramenta extremamente poderosa e capaz de tocar corações e mentes, podendo o mesmo ser utilizado variadíssimas vezes e numa enorme variedade de formas.

Como começar a criar histórias digitais

“Storytelling is the fundamental building block of communication. In a world where people are bombarded by choices, the story is often the deciding factor in whom we decide to do business with”

Carmine Gallo, The Storyteller’s secret
artigo sobre digital storytelling no blog digitalfc

Para dar arranque a esta aventura deve ter em consideração os pontos que abaixo lhe vou indicar.

Histórias contadas na 1ª pessoa

Histórias desta natureza, isto é, histórias contadas com recurso à tecnologia digital são, regra geral, narrativas contadas na primeira pessoa, na maior parte das vezes contadas directamente pelo próprio narrador, que as viveu.

Costumam ser short stories, com uma duração média a rondar os 5 minutos.

Algumas pessoas costumam desenvolver o guião em modelo de storyboard, combinando imagens e palavras para contar a história que querem contar.

A escolha das imagens

artigo sobre storytelling digital no blog digital fc

Este tem de ser um aspecto fundamental no processo de edição.

As imagens devem ser criteriosamente escolhidas, mas é de igual importância que se tenha ainda em atenção o desenvolvimento do Storyboard, bem como do uso consciente de metáforas e de efeitos artísticos.

Veja, por exemplo, estes trabalhos da Google, que criou uma espécie de cofre de histórias digitais com formatos interactivos e extremamente envolventes e cativantes, do qual destaco esta história que pode ser vista em formato 360 graus.

Todas estas variações técnicas e que tanta qualidade e emoção permitem acrescentar uma propriedade incrível a estas histórias, que é a familiaridade e um sentimento de pertença e de envolvência únicos, na medida em que, ao podermos interagir com ângulos de câmara, com perspectivas, com diferentes projecções da realidade, acabamos por sentir que estamos dentro da história. Que a estamos a viver.
E isso, isso é absolutamente impagável e muito difícil de igualar.

Importa ainda olhar para os pros e contras deste tipo de modelo de histórias.

Os Prós

Artigo sobre Digital Storytelling no blog Digitalfc

O autor tem o controlo total da história e isto pode ser bastante gratificante como lhe confere algum poder.

– O ângulo da história pode igualmente ter por base algumas das circunstâncias e episódios da vida do autor. Como já tivemos oportunidade de ver anteriormente, estas são de resto as histórias que devemos procurar contar. As histórias que realmente conhecemos e pelas quais nutrimos sentimentos diversos e dispersos. Porquê? Porque são aquelas que mais nos marcaram emocionalmente as que vão conseguir marcar terceiros.

– São histórias breves, facilmente consumíveis no smartphone, por exemplo.

– São, regra geral, histórias autênticas e com impacto emocional.

Os Contras

artigo sobre digital storytelling no blog digital fc

– Podem levar muito tempo a criar, embora, quando a história e o seu controlo estão totalmente do lado do criador, os recursos humanos que são necessários para a produção da história são muito menores.

Mesmo podendo ser feitas com poucos recursos humanos, importa lembrar que, por exemplo, uma história com 3 minutos, pode precisar de cerca de 30 fotografias, se estivermos a falar de vídeo, podem ser necessários o mesmo número de planos, com duração mínima de 4 segundos cada plano… isto é muito bonito, mas leva o seu tempo a produzir e arranjar, bem como depois a editar as imagens, a sonorizar e a juntar-lhe a música… bom, tudo isto leva tempo. Leva mesmo.

É preciso acesso a equipamentos diversos, tais como: câmara, microfones, tripé, computador para editar, headphones, banco de imagens, grafismos, motion graphics, software de edição, etc…

Por último e tendo em conta aquilo que é hoje o alcance orgânico das publicações na grande maioria das redes sociais, será sem qualquer sombra de dúvidas necessário investir em publicidade nas redes sociais, para conseguir distribuir o seu conteúdo por mais gente, atraindo assim mais tráfego a qualquer que seja o canal digital escolhido para essa disseminação/distribuição.

Os Meios

Storytelling: artigo sobre como Contar histórias para reter clientes no blog digitalfc

Hoje em dia é possível contar histórias de formas tão diferentes, das quais destaco, efectivamente, o Instagram e o LinkedIn.

São dois tipos de formato, muito diferentes entre si, mas que permitem abordagens tão díspares e formas tão distintas de contar histórias, que cativam tanto mais quanto melhor for o aproveitamento que é feito das potencialidades dessas mesmas plataformas e que permitem experimentar diferentes vertentes do digital storytelling.

Exemplos como os do Airbnb ou da Charity Water são hoje extremamente elucidativos das potencialidades quase infinitas que estas plataformas oferecem a quem tem nas histórias o maior aliado na partilha daquilo que os seus olhos veem e as suas mãos pensam.

Conclusão

Nesta árdua, mas divertidíssima missão de contar histórias que envolvam os seguidores/clientes e os liguem a nós de forma indelével, é importantíssimo que nunca se esqueçam de ter as devidas… autorizações para poderem difundir o conteúdo pela internet.

Seja autorização das pessoas que retratam, ou com quem falam/falaram, seja autorização para utilizar aquela música, aquela foto, aquele software… para quase tudo é preciso uma autorização, pelo que todo o cuidado é pouco.

Depois dizer que, seja através de meios digitais, em livro, oralmente, com recurso a fotografias, num podcast, ou numa série de InstaStories, as histórias têm de obedecer todas à mesma estrutura: princípio, meio e fim; devem igualmente ter uma mensagem clara que o autor pretende passar e por fim, ser emotivas e emocionais.

É isto que se procura, que a história provoque algum tipo de sensação em quem a está a ler, ouvir ou a ver. Se as pessoas chegarem ao fim da nossa história e não conseguirem identificar estas partes, estamos em maus lençóis.

Por isso, construa a história da forma que quiser, mas nunca se esqueça de lhes dar estrutura, sequência, clareza e emoção.
Seja no Storytelling Digital ou em qualquer outro formato para contar histórias, deixar uma destas partes de fora é contribuir activamente para o insucesso da história em si.

E não se esqueça de, tal como nos outros formatos, tal como na escrita, treinar muito. Contar histórias, muitas vezes, repetidamente, é a única forma de se tornar melhor no exercício dessa milenar e absolutamente incrível actividade, responsável por termos chegado até aos dias de hoje.

Lembre-se de uma coisa – ninguém resiste a uma boa história!

artigo sobre digital storytelling no blog digitalfc

O que achou deste artigo? Ajudou a perceber melhor o que é o Storytelling digital? Tem alguma sugestão para me fazer? Deixa-a nos comentários ao artigo.

Fico à espera do seu feedback.

Até breve.

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