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[ Maio 8, 2019 by digitalfc 0 Comments ]

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[ Março 7, 2019 by Martim Mariano 0 Comments ]

O que é o Storytelling e como é que tudo isto funciona?

Gerar empatia nas pessoas que estão a ouvir, a ler, ou a ver a história que está a ser contada.
Esse é o grande objectivo de um storyteller.

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[ Fevereiro 19, 2019 by Martim Mariano 0 Comments ]

Como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

Carmine Gallo, autor do livro “The Storyteller’s Secret”, diz no mesmo que a capacidade/habilidade de “embrulharmos” as nossas ideias com emoção, contexto e relevância será, de longe, a skill mais valorizada durante a próxima década. Isto diz muito sobre o futuro da comunicação e mostra bem qual será o papel do Storytelling na melhoria dos processos comunicativos, em especial, no mundo dos negócios que tanta necessidade tem de conseguir comunicar cada vez melhor aquilo que fazem.

Se pensarmos que mais de metade das empresas portuguesas ainda não têm sequer um site, podemos perceber que melhorar a comunicação e introduzir as histórias na estratégia global de comunicação vai mesmo ser uma das tendências dos próximos anos. Crescer.
Aumentar a presença digital de forma pensada e significativa.
Comunicar com o público de uma forma cada vez mais próxima e eficaz. Contar as histórias daquilo que fazem e do que podem fazer. Comunicar. Mostrar. Aproximar. Converter.

Parece simples, mas ainda vai levar algum tempo até que muitas destas empresas percebam o quanto podem ganhar com esta aproximação ao público que só os meios digitais permitem.

E já sabemos que é isto que as pessoas querem em 2019.
Proximidade. Relevância. Relação. Significado. Retorno.

Para além disso, Carmine Gallo considera que o Storytelling é a arte de transformar uma ideia numa narrativa que inspire, ilumine e cative quem a está a ouvir. E isto, isto é a parte mágica desta forma incrivelmente poderosa, capaz de mudar o mundo.

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

Posto isto, a pergunta que hoje levanto é – o que é que une, afinal, os grandes contadores de histórias da actualidade?

Qual a característica comum a todos eles, para além de se terem tornado extremamente ricos?

A resposta não é óbvia, mas todos eles têm em comum o facto de terem passado por bastantes dificuldades para chegarem onde hoje estão. 

Para além disso, a forma como ultrapassaram essas dificuldades acabou por se tornar num exemplo que usam repetidamente para conseguir estabelecer uma ligação emocional directa com quem os vê, ouve e lê.

É o que os torna humanos. Exemplos reais de que a forma como olhamos para o mundo e como nos posicionamos no mesmo é determinante para aquilo que vamos conseguir ou não alcançar ao longo da vida.

No percurso dos grandes empresários do planeta, que acabaram por se transformar em líderes seguidos e admirados por milhões de pessoas, está uma invulgar capacidade de partilhar ideias, visões, histórias, de uma forma que se torna praticamente impossível não parar para ouvir.

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

E porquê? Porque todos eles, quase sem excepção, têm percursos recheados de altos e baixos, de dificuldades, batalhas perdidas, erros cometidos e aprendizagens retiradas desses mesmos erros que fizeram com que o caminho fosse ainda mais bem-sucedido, pela valorização que a experiência e, sobretudo, o fracasso, lhes trouxe.

Nomes como Steve Jobs, Richard Branson, Elon Musk, Sheryl Sandberg, Oprah Winfrey, Michelle Obama, Tony Robbins ou Gary Vaynerchuck têm em comum uma invulgar capacidade de contar histórias, na 1ª pessoa – como elas devem ser contadas – sobre as aventuras e desventuras dos seus percursos de vida e a forma como isso os trouxe até aos sítios incríveis em que hoje se encontram.

“Storytelling is not something we do. Storytelling is who we are.”

Carmine Gallo

Cada vez mais se está a chegar à rápida e inevitável conclusão de que a capacidade de comunicar ideias de forma simples e extremamente clara, bem como a habilidade para contar histórias envolventes, cativantes, relacionáveis e inesquecíveis são factores decisivos para que quem o consiga fazer se destaque da concorrência no mercado global onde a das ideias incríveis.

É, aliás, a arte do Storytelling que se assume como a arma mais poderosa que podemos encontrar na guerra de ideias em que vive o mundo em que por acaso todos nós… vivemos.

“Telling a story is one of the best ways we have of coming up with new ideas, and also of learning about each other and the world”.

Richard Branson

Como o fogo virou o jogo a nosso favor

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

São vários os antropólogos que apontam o fogo como o móbil principal da evolução da espécie humana. Com a chegada e controlo do fogo, passámos a cozinha comida, o que acabou por se tornar num verdadeiro marco civilizacional, uma vez que esse facto, por si só, contribui decisivamente para o aumento do tamanho do nosso cérebro e progressivamente da nossa inteligência, que acaba por nos dar a capacidade para, basicamente, mandarmos nisto tudo.

Por outro lado, fomos capazes, com esta conquista “tão simples”, de aumentar o tamanho dos dias, que passaram a prolongar-se pela noite dentro. Ao mesmo tempo o fogo permitiu que passássemos a ser capazes de afugentar os predadores que chegavam, tradicionalmente, de noite, acabando assim por aumentar significativamente a nossa esperança média de vida e, sobretudo, a poder sobreviver para contar histórias.

Assim sendo, o Homem passou a reunir-se e a juntar-se, ao final de cada dia, à volta da fogueira, onde passou a contar histórias e a partilhar as aventuras e desventuras dos dias.

Era assim que aprendiam. Uns com os outros.
Partilhando experiências, conhecimentos, tácticas de caça, de guerra, de resistência, que iam sendo passadas de uns para os outros.

Basicamente, o Homem foi passando, através das histórias que ia contando, informações relevantes para que os outros homens pudessem manter-se vivos por mais tempo. As histórias serviam, mais do que outra coisa, como táctica de sobrevivência. Depois, quando começámos a querer explorar os territórios, a ir mais longe, a ver o longe mais de perto, trazíamos centenas de histórias do que víamos. E os olhos de cada um moldavam o mundo que os outros construíam nas suas mentes. Recheados das imagens que os “heróis” lhes “mostravam” com as palavras, os gestos, as imitações, as narrativas, as histórias.

Foi sempre assim. Será sempre assim.

Muitos antropólogos sociais acreditam que 80% do tempo dos homens era passado junto à fogueira e a contar histórias.

Assim começou a constatação de que o Storytelling ajudava a ligar e a criar ligações entre grupos de pessoas que não se conheciam entre si.

Transpondo isto para a nossa realidade, há de facto uma característica muito semelhante nas comunicações dos grandes contadores de histórias – conseguem deixar o público perdido de riso, congelado de suspense, ou inspirados e com vontade de viver as suas próprias aventuras.

Sabia que graças às neurociências descobrimos mais sobre Storytelling na última década do quem em toda a existência humana? Pois é.

O Storytelling como base de toda a comunicação

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

É sobre as histórias e a magnífica capacidade que o nosso cérebro tem de se prender às mesmas que assenta o sucesso da comunicação em geral.

E isto tem uma explicação muito lógica e simples: não poucas vezes, o nosso cérebro tem dificuldade em distinguir a ficção da realidade.
Isto produz um efeito prático muito fácil de observar e difícil de contrariar – deixamo-nos contagiar por histórias como se, na verdade, fizéssemos parte das mesmas.

As histórias permitem-nos experimentar a informação em vez de nos limitarmos simplesmente a consumi-la. E isto faz toda a diferença dentro do nosso incrível e inigualável cérebrozinho.

Comunicar uma história da melhor forma, torná-la apelativa, envolvente, emotiva, é meio caminho andado para conseguir convencer e converter um potencial cliente a acreditar nela da mesma forma que nós acreditamos.

As histórias correm-nos no sangue

Artigo sobre como o Storytelling pode melhorar a sua comunicação

A dúvida que assalta muito boa gente e que os leva a dizer “eu não tenho jeito nenhum para contar histórias…” é facilmente desmontável.

Todos nós somos, naturalmente, contadores de histórias.

Contudo, uma coisa é contar uma história de forma espontânea, outra completamente diferente é juntar informação relevante e contá-la de forma impactante, cativante e envolvente.

Criar narrativas parece um exercício bem mais difícil do que é na verdade.

Mas é para isso que aqui estou, para tentar ajudar a tornar a coisa mais simples. Faça o seguinte, experimente partir uma história em três partes seguindo esta lógica:

1 – O problema –  Quais são as questões/problemas que identifica na sua indústria? Qual é o serviço ou mesmo o produto que faz realmente falta ao negócio, ou, neste caso, à Industria?

2 – A jornada (do herói) – Qual foi o caminho seguido para procurar uma solução para o problema? Como é que o produto ou serviço foi desenvolvido por si ou pela sua empresa?

3 – A solução – Como é que o seu produto ou serviço vão realmente mudar a face da indústria ou resolver o problema encontrado, em primeiro lugar?

Respondendo a estas questões, está a dar passos seguros e firmes rumo a uma narrativa que suporte os factos e que envolva as pessoas no caminho que foi percorrido até se chegar à resposta, à solução. Por isso, talvez não seja má ideia tomar nota dos três pontos que lhe deixei aqui em cima.

O Storytelling nos negócios

Nos negócios, este processo é relativamente simples de fazer, se mantiver debaixo de olho algumas das premissas fundamentais.

Mantenha a sua história relacionável. “Pois, Martim. Mas como?”

Fazendo com que a mesma seja mundana, terrena, palpável, quase.
E que seja uma história com que as pessoas se identifiquem.

Se a mesma tiver contornos e problemas semelhantes aos que as pessoas, a nível empresarial, conhecem com alguma frequência, melhor. Muito melhor.

Se está a planear contar a sua história a um potencial cliente, então a sua narrativa tem de apontar para algum problema que esse potencial cliente já tenha vivido no exercício das suas funções. Com fornecedores, com contratações, despedimentos, negócios que falharam, negócios inesperados, negócios brilhantes em que a persistência, a resiliência, a capacidade de sofrimento, a dedicação, a superação foram determinantes. Pormenores.

Os grandes empreendedores a nível mundial, têm, no seu currículo, situações de adversidade que contribuíram decisivamente para que eles se tornassem em quem se tornaram. Richard Branson e Warren Buffett, por exemplo, tinham pânico de falar em público, mas acabaram por se tornar incríveis contadores de histórias.
Ultrapassaram o medo em prol de um bem maior e tornaram-se estupidamente ricos por terem conseguido fazer isso mesmo, resolver um ou mais problemas que na altura lhes pareciam inultrapassável.

Quando fazemos isto numa história, quando identificamos um problema e apresentamos um caminho para a resolução do mesmo, as pessoas, mesmo que não queiram, acabam por ser “forçadas” pelo seu próprio cérebro para seguir ao nosso lado e por comparar cada uma das acções que a “nossa” personagem desencadeia, com aquilo que a nossa percepção nos diz ser aquilo que muito provavelmente faríamos no lugar da personagem em questão.

Insista nas emoções

Quando estamos a tentar pedir a alguém que faça alguma coisa por nós, temos de fazer com que esse alguém se importe. Temos de dar verdadeiro significado à experiência para que isso se torne possível.

As pessoas querem saber apenas o que podem ganhar com as coisas em que se metem, sejam elas um ebook gratuito, ou investir no seu negócio.
Se não lhes dissermos, de forma envolvente e que as entusiasme, o que é que elas podem ganhar por se juntarem a nós, muito dificilmente vamos conseguir que façam o que quer que seja pela nossa humilde e necessitada pessoa.

Regra geral, a nossa oferta nunca é a única do mercado, certo?
Então, para que possamos destacar-nos da concorrência, temos mesmo de fazer despertar emoções quando estamos a contar a nossa história. Não há outra forma. Caso contrário, há sempre um smartphone para onde fugir.

É fundamental que mostremos a quem queremos impactar através do nosso pedaço de Storytelling, o que é que se pode ganhar por embarcar connosco nesta viagem incrível.

As histórias… as verdadeiras histórias vêm do coração. Ponto final.

É um dado amplamente reconhecido que, nos dias que correm furiosamente pela vida, os melhores comunicadores são aqueles que conseguem criar uma ligação poderosa e pessoal com a audiência que têm pela frente, convidando-os amavelmente – e não lhes dando grandes hipóteses de escolha – a ouvir a história e garantindo que a mesma corresponde às expectativas.

Dominar por completo esta vertente tão importante da comunicação é meio caminho andado para se tornar extremamente competente a praticar um tipo de comunicação eficaz, que convença as pessoas a seguir o caminho que lhes está a apresentar. Que sintam que não há sequer mais hipótese de escolha que não a sua.

Num mundo que está tão recheado e repleto de opções e de ofertas, as histórias são, não poucas vezes, aquilo que determina com quem é que vamos ou não vamos fazer negócio.

Daí ser tão importante que incorporemos na história elementos relacionáveis, problemas, adversidades, obstáculos e o caminho seguido para os resolver, ultrapassar, debelar e, ainda mais importante, qual foi a lição aprendida durante o processo. Qual a mensagem que levam com elas.

Uma história sem conflito, sem adversidades, sem um problema para resolver, é uma história sem a mais pequena ponta de interesse.

Conclusão

Um conselho que tenho dado às pessoas com quem me vou cruzando, é o de começarem a tentar identificar os problemas e as jornadas levadas a cabo para os resolver, nas mais variadas histórias que ouvem, que lêem, que vêem, que vivem.

Começando por aqui, a certeza de que está a seguir o caminho certo vai aumentar progressivamente.

Não se esqueça de fazer o exercício de partir a sua história em 3 partes:

  • O problema –  quais são as questões/problemas que identifica na sua indústria? Qual é o serviço ou mesmo o produto que faz realmente falta ao negócio, ou, neste caso, à Industria?
  • A jornada (do herói) – Qual foi o caminho seguido para procurar uma solução para o problema? Como é que o produto ou serviço foi desenvolvido por si ou pela sua empresa?
  • A solução – Como é que o seu produto ou serviço vão realmente mudar a face da indústria ou resolver o problema encontrado, em primeiro lugar?

Agora só lhe falta uma coisa. Treinar.
Treine, treine. treine. Treine vezes e vezes sem conta. Em reuniões de equipa, em conversas informais, em casa, sozinha, numa reunião mais formal, num evento. Treine. Conte histórias, conte as suas melhores histórias. Veja o resultado prático do trabalho que está a fazer nas reacções das pessoas. Elas serão sempre o mais imparcial dos “juízes”.

Ao trabalho!

Obrigado pelo tempo que me concedeu.

Se quiser aprender mais sobre Storytelling aplicado à criação de conteúdos inscreva-se agora mesmo no meu curso.
Tem alguma dúvida ou questão que gostasse de me colocar sobre este artigo ou sobre o tema em geral? Deixe o seu comentário aqui no artigo.

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Fontes:

http://bit.ly/2Ni3eNOC

http://bit.ly/2GS2Xj5

https://amzn.to/2GCd1Of

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